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porto velho, sábado 30 de agosto de 2025
MUNDO: Um crânio hominídeo com "chifres" datado de 300 mil anos atrás, descoberto em uma caverna na Grécia, pode ser um exemplar de uma espécie distinta de ancestral humano que viveu ao lado dos neandertais, segundo um estudo publicado na Journal of Human Evolution.
O fóssil, conhecido como “Homem de Petralona”, foi descoberto em 1960 incrustado na parede da Caverna de Petralona, no norte da Grécia. Desde então, sua origem dividia especialistas, que não conseguiam determinar com clareza a idade ou a que espécie pertencia.
Uma nova análise com a técnica de datação por série de urânio permitiu estimar que o calcário que recobre o crânio tem cerca de 277 mil anos, o que sugere que o fóssil tenha aproximadamente 300 mil anos, segundo o jornal NY Post.
Os resultados indicam que o indivíduo viveu no período Pleistoceno, provavelmente pertencente ao grupo Homo heidelbergensis , espécie distinta tanto do Homo sapiens quanto dos neandertais, mas incluída no mesmo gênero.
Pesquisas anteriores já apontavam que esse grupo teria se desenvolvido na África há cerca de 600 mil anos, com algumas populações migrando para a Europa cerca de 500 mil anos atrás. No continente europeu, parte delas teria evoluído para os neandertais, enquanto na África deram origem aos humanos modernos.
Chris Stringer, paleoantropólogo do Museu de História Natural de Londres e um dos autores do estudo, destacou que a descoberta “reforça a persistência e a convivência dessa população ao lado da linhagem neandertal no Médio Pleistoceno europeu”. Ele acrescentou que, pelo tamanho e robustez do fóssil, o indivíduo seria um homem jovem adulto.