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    porto velho, quarta-feira 14 de janeiro de 2026

Reino Unido critica Irã pelo "assassinato brutal" de manifestantes: "Carnificina"

Diversos países europeus convocaram embaixadores iranianos devido à repressão aos protestos


CNN

Publicada em: 13/01/2026 16:49:25 - Atualizado


MUNDO: A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, criticou nesta terça-feira (13) a liderança do Irã pelo que descreveu como o "assassinato horrível e brutal" de manifestantes.

A chanceler afirmou que o governo britânico convocou o embaixador iraniano para ressaltar a gravidade da situação.

"O Reino Unido condena veementemente o assassinato horrível e brutal de manifestantes iranianos e exigimos que as autoridades iranianas respeitem os direitos e liberdades fundamentais de seus cidadãos", disse Cooper ao Parlamento.

    Ela destacou que seu gabinete convocou o embaixador iraniano no Reino Unido para ressaltar "a gravidade deste momento e para exigir que o Irã responda pelos relatos horríveis que estamos recebendo".

    A Reuters noticiou nesta terça que uma autoridade do Irã reconheceu cerca de 2.000 mortes durante duas semanas de protestos em todo o país.

    Cooper pontuou aos parlamentares que o Reino Unido apresentará legislação para implementar sanções totais e adicionais, bem como medidas setoriais contra o Irã.

    Entenda os protestos no Irã

    Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

    Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

    As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

    A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

    A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

    O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

    As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.

    Organizações de direitos humanos disseram que milhares de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

    Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que "foque em seu próprio país" e culpou os EUA por incitarem os protestos.


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