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porto velho, domingo 15 de março de 2026

MUNDO: Nos Estados Unidos, pouco depois da investigação policial sobre Jeffrey Epstein se tornar pública em meados dos anos 2000, Donald Trump telefonou para o Departamento de Polícia de Palm Beach, na Flórida, para expressar gratidão.
Isso consta em um documento dos arquivos do caso Epstein divulgado recentemente pelas autoridades americanas.
“Graças a Deus que vocês estão parando ele”, disse Trump, segundo o documento. “Todo mundo já sabia que ele estava fazendo isso”, completou.
O documento – um registro por escrito de um depoimento de um ex-chefe de polícia do Condado de Palm Beach ao FBI – provavelmente alimentará ainda mais questionamentos sobre quando e o que, especificamente, Trump sabia sobre Epstein e seus crimes.
O presidente americano e a Casa Branca afirmaram repetidamente que Trump rompeu relações com Epstein no início dos anos 2000, por considerá-lo um "nojento".
O jornal Miami Herald noticiou que o depoimento registrado no documento foi com Michael Reiter, cujo nome foi omitido.
Ele era o chefe de polícia de Palm Beach na época da ligação, que parece ter acontecido por volta de 2006, segundo o Herald.
De acordo com o documento do FBI, Trump disse a ele na ligação que as pessoas em Nova York sabiam que Epstein era repugnante. E disse que a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, era "agente de Epstein", acrescentando que "ela é má e para focarem nela".
Trump também disse que esteve com Epstein uma vez, quando adolescentes estavam presentes, e que “deu o fora de lá”, segundo o documento.
Trump foi uma das “primeiras pessoas” a ligar para o Departamento de Polícia de Palm Beach quando souberam que estavam investigando Epstein, de acordo com o documento, que estava entre os milhões divulgados pelo Departamento de Justiça em virtude de uma nova lei aprovada pelo Congresso.