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porto velho, quarta-feira 11 de fevereiro de 2026

MUNDO: As negociações nucleares com os Estados Unidos permitiram que o Irã avaliasse a seriedade dos americanos e mostraram consenso suficiente para continuar na via diplomática, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano nesta terça-feira (10).
Diplomatas dos EUA e do Irã mantiveram conversas por meio de mediadores de Omã na semana passada, em um esforço para retomar a diplomacia.
Isso acontece após o presidente Donald Trump enviar uma grande frota militar para a região, aumentando os temores de novos ataques.
“A reunião em Mascate não foi longa. Em nossa opinião, foi para avaliar a seriedade do outro lado e como continuar nesse caminho”, disse Baghaei.
“Após as conversas, sentimos que havia entendimento e consenso para continuar o processo diplomático", adicionou.
O porta-voz afirmou que uma viagem a Omã nesta terça-feira por Ali Larijani, assessor do líder supremo do Irã, foi planejada com antecedência para dar continuidade às consultas regionais, e que ele viajaria em seguida para o Catar.
Em relação à viagem prevista do primeiro-ministro israelense a Washington, Baghaei disse que os EUA “precisam agir independentemente de pressões estrangeiras, especialmente pressões israelenses que ignoram os interesses da região e até mesmo dos EUA”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".