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    porto velho, quinta-feira 5 de março de 2026

Crise econômica se agrava em Cuba com falta combustível após sanção dos EUA

País caribenho sofre com perda de fornecimento de petróleo, redução do turismo e apagões afetando diversos setores da economia, incluindo o tradicional negócio de carros antigos


cnn

Publicada em: 18/02/2026 09:44:02 - Atualizado


MUNDO: O cubano Mandy Pruna se lembra da onda de turistas americanos que visitou Cuba após o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter restabelecido as relações diplomáticas com a ilha em 2015.

Pruna e seu Chevrolet vermelho brilhante de 1957 eram muito requisitados, e ele conta que inúmeros visitantes, incluindo celebridades como Will Smith, Rihanna e Kim Kardashian, pagaram quantias altas — pelo menos para os padrões de Cuba — para fazer passeios de carro clássico com ele.

O Chevrolet dele foi um dos três carros americanos antigos que diplomatas dos EUA escolheram para compor o cenário da cerimônia de hasteamento da bandeira na Embaixada dos EUA em Havana, que marcou a restauração oficial das relações entre os dois países após décadas de amarga animosidade.

"Todos os setores da sociedade se beneficiaram disso", afirmou Pruna, referindo-se à breve melhoria nas relações. "Você via pessoas pintando suas casas, abrindo novos negócios. Para mim foi fantástico. Foi a melhor época para o turismo em Cuba."

Agora o país pode estar vivenciando o momento mais profundo de incerteza econômica que os residentes da ilha já enfrentaram em décadas, se não em toda a sua vida.

Por meio de ações militares na Venezuela e ameaças de tarifas sobre o México, o governo Trump interrompeu o fluxo de petróleo para Cuba, tentando pressionar a ilha governada por comunistas a realizar reformas políticas e econômicas significativas.

Cuba aparentemente não tem mais aliados dispostos a fornecer as centenas de milhões de dólares em combustível necessárias para impulsionar a economia.

O pouco petróleo que resta na ilha está se esgotando.

O impacto na população

A dupla perda de combustível e de turistas para pessoas como Pruna tem sido catastrófica. "Preciso de gasolina para poder trabalhar, preciso de turistas para poder trabalhar", disse ele.

Com a crise se prolongando, a vida está lentamente parando no país de quase dez milhões de habitantes.

As aulas foram suspensas em muitas escolas e trabalhadores foram dispensados para economizar energia. Hotéis quase vazios foram fechados e voos da Rússia e do Canadá cancelados, pois não há combustível suficiente na ilha para voos internacionais mais longos.

O Reino Unido e o Canadá alertaram seus cidadãos para evitar viagens não essenciais a Cuba.

Na semana passada, os organizadores cancelaram o festival anual de charutos Habanos, que gera milhões de dólares em receita.

A Sherrit International anunciou na terça-feira (17) que está suspendendo as operações de mineração de níquel e cobalto em Cuba em meio à crise de combustível.

Muitos hospitais administrados pelo governo reduziram serviços e a falta de combustível e caminhões de lixo em funcionamento causou o acúmulo de lixo em bairros inteiros.

Em praticamente todas as esquinas, as conversas se concentram em quando os cortes de energia estão acontecendo e por quanto tempo. À noite em Havana, as estrelas são frequentemente visíveis já que a maior parte da cidade está envolta em quase total escuridão.

O governo Trump afirma que o regime cubano precisa finalmente abrir a economia centralizada da ilha antes que ela entre em colapso.

"Não há petróleo, não há dinheiro, não há nada", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a repórteres na segunda-feira (16), acrescentando que o secretário de Estado Marco Rubio está liderando esforços para negociar com altos funcionários cubanos.

Rubio, que é cubano-americano e um antigo opositor do regime do país, disse anteriormente que a única coisa que pretende discutir com a liderança comunista da ilha é quando eles renunciariam ao poder.

"Este é um regime que sobreviveu quase inteiramente de subsídios — primeiro da União Soviética, depois do (ex-presidente venezuelano) Hugo Chavez", declarou Rubio na semana passada durante a Conferência de Segurança de Munique. "Pela primeira vez, não há subsídios vindos de ninguém, e o modelo foi exposto."


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