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    porto velho, quinta-feira 14 de maio de 2026

Governo admite aperto fiscal e expõe fragilidade das contas públicas em Rondônia

Segundo a Secretaria de Estado de Finanças, a adesão ao benefício poderia provocar impacto superior a R$ 81 milhões no orçamento, comprometendo áreas consideradas prioritárias...


Redação

Publicada em: 14/05/2026 11:08:35 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Mesmo com a redução acumulada de 4,5% no preço do diesel no país nas últimas semanas, consumidores de Rondônia continuam sem acesso integral aos efeitos do programa federal de incentivo ao combustível. O Governo de Rondônia decidiu não aderir à medida e justificou a posição alegando risco às contas públicas estaduais.

Segundo a Secretaria de Estado de Finanças, a adesão ao benefício poderia provocar impacto superior a R$ 81 milhões no orçamento, comprometendo áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e segurança pública.

A decisão gerou forte repercussão política após suspeitas de que a recusa teria motivação ideológica. Em resposta, o governo divulgou nota afirmando que a medida foi baseada exclusivamente em critérios fiscais. No entanto, a própria justificativa acabou evidenciando dificuldades financeiras do Estado para absorver políticas de compensação econômica sem risco de desequilíbrio orçamentário.

O debate ganhou ainda mais peso pelo fato de Rondônia possuir forte dependência do transporte rodoviário e uma economia ligada diretamente ao agronegócio, setor impactado pelo custo do diesel no transporte e na logística. Com isso, caminhoneiros, produtores rurais e consumidores seguem enfrentando fretes elevados enquanto outros estados já começaram a sentir os reflexos da queda nacional nos combustíveis.

A situação também reacendeu questionamentos sobre a saúde financeira do Estado, especialmente diante do crescimento de arrecadação divulgado pelo próprio governo nos últimos anos.


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