Fundado em 11/10/2001
porto velho, quinta-feira 5 de março de 2026

MUNDO: Um relatório divulgado recentemente por um comitê da Câmara dos EUA alega que a China estabeleceu uma rede de infraestrutura espacial em toda América Latina para vigilância de adversários e para potencialmente fortalecer suas capacidades militares no futuro.
O documento cita dois casos em território brasileiro, além de casos na Argentina, Venezuela, Bolívia e Chile.
Procurados pela CNN, os envolvidos rejeitam as alegações das autoridades americanas.
O relatório “Atraindo a América Latina para a órbita da China” foi publicado pelo Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista da China.
Segundo o site do Comitê, o órgão é composto por 23 deputados americanos – 13 do Partido Republicano e 10 do Partido Democrata.
“Grande parte da vida cotidiana americana depende de satélites nos céus acima de nós, e é por isso que as operações espaciais da China são motivo de séria preocupação. A China está investindo em operações espaciais na América Latina apenas para promover sua agenda e minar a presença dos Estados Unidos no espaço”, disse o presidente do comitê, deputado republicano John Moolenaar, em comunicado à imprensa.
“O presidente Trump agiu de forma decisiva para confrontar a influência maligna da China no Hemisfério Ocidental, e nossos aliados devem agir prontamente de acordo com as recomendações deste relatório e impedir a expansão da infraestrutura espacial chinesa”, acrescentou.
A investigação do comitê alegou que Pequim desenvolveu uma “extensa rede de estações terrestres espaciais e telescópios” de uso civil e militar na região. O objetivo seria coletar informações sobre adversários da China e aumentar a capacidade bélica do PLA (Exército de Libertação Popular) – principal força militar do país.
O relatório se baseou majoritariamente em informações de fontes abertas, ou seja, que estão publicamente disponíveis. O comitê afirmou ter encontrado “ao menos onze instalações espaciais” ligadas à China na América Latina.
“Essas instalações não são simplesmente projetos científicos isolados. Em vez disso, esses locais formam uma rede integrada de dupla utilização, fortalecendo a capacidade da China de monitorar, controlar e potencialmente interromper as operações espaciais e militares de adversários”, afirmou o relatório.