Fundado em 11/10/2001
porto velho, sábado 7 de março de 2026
MUNDO: Eliminar o líder e obter um acordo com figuras do próprio aparato estatal para construir uma relação política e comercial favorável aos Estados Unidos.
Essa é, em essência, a estratégia que permitiu ao presidente americano, Donald Trump, abrir uma nova etapa de cooperação com o governo venezuelano após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início de janeiro (3/1).
No entanto, o que aconteceu na Venezuela com uma facilidade aparentemente surpreendente parece muito mais complicado no caso do Irã.
EUA e Israel eliminaram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e algumas das principais figuras de poder da República Islâmica após vários dias de ataques aéreos que desencadearam uma guerra de dimensão regional no Oriente Médio.
Trump sugeriu que o resultado poderia se assemelhar ao alcançado na Venezuela e chegou a insinuar que poderia surgir no Irã um governo, especialmente um novo líder, disposto a cooperar com os EUA.
"Tenho que estar envolvido em sua nomeação, como com Delcy na Venezuela", declarou o presidente dos EUA nesta quinta-feira (5/3), dias depois de definir a atual situação na Venezuela como "o cenário perfeito" para o Irã.