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    porto velho, segunda-feira 1 de junho de 2026

China desafia avanço de Japão e Filipinas com patrulhas marítimas e interesses territoriais

Segundo o governo chinês, a operação buscou proteger direitos e interesses territoriais do país após o avanço de negociações entre Pequim e Manila


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Publicada em: 01/06/2026 09:54:44 - Atualizado


MUNDO: Em um novo capítulo das disputas territoriais no Pacífico, a China enviou embarcações para patrulhar águas próximas a Taiwan nesta segunda-feira (1), reagindo ao anúncio de negociações marítimas entre Japão e Filipinas em áreas também reivindicadas por Pequim.

Taiwan condenou a ação, mas afirmou ter avistado apenas dois navios chineses a sudeste, que não entraram em águas restritas.

Desdobramentos

Os governos do Japão e das Filipinas anunciaram na semana passada a abertura de negociações formais para estabelecer a delimitação marítima entre suas zonas econômicas exclusivas e plataformas continentais, em conformidade com o direito internacional.

A delimitação marítima consiste na definição legal dos limites entre áreas sob jurisdição de diferentes países. Sem fornecer detalhes sobre a região envolvida, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na sexta-feira (29), que as negociações abrangem águas a leste de Taiwan, ilha reivindicada por Pequim, e considerou as conversas entre Japão e Filipinas "completamente ilegais, nulas e sem efeito".

Autoridades da China se pronunciam

O porta-voz da guarda costeira chinesa (CCG), Jiang Lue afirmou ao
People's Daily China, que a ação do Japão e das Filipinas infringe gravemente a soberania territorial do país e seus direitos e interesses marítimos, e o patrulhamento foi uma medida necessária tomada contra isso.

"Exortamos o Japão e as Filipinas a cessarem imediatamente todas as ações ilegais que prejudiquem a soberania, os direitos e os interesses da China", afirmou Jiang.

O que diz Taiwan

Taiwan repudiou às declarações de Pequim. Na noite de domingo (31), o Ministério das Relações Exteriores da ilha divulgou uma nota repudiando os comentários do governo chinês.

"A China não tem o direito de interferir na soberania territorial e nos direitos soberanos de Taiwan sobre suas áreas marítimas relevantes", afirmou.

Segundo Taiwan, navios e aeronaves militares chineses realizam operações ao redor da ilha quase diariamente, em ações que, por vezes, contam também com a participação de embarcações da Guarda Costeira da China.

No mês passado, um navio da guarda costeira chinesa se aproximou das Ilhas Pratas, administradas por Taiwan e localizadas na porção norte do Mar da China Meridional. A embarcação acabou recuando após um impasse com a guarda costeira taiwanesa.


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