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    porto velho, quinta-feira 27 de agosto de 2026

Ministério Público da Espanha recebe pedido para investigar Lulinha e empresa fantasma

A denúncia também levanta a possibilidade de a empresa ter sido criada apenas para viabilizar a autorização de residência de Lulinha na Espanha.


metropoles

Publicada em: 26/08/2026 17:30:48 - Atualizado


O advogado do empresário Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, reagiu à denúncia levada ao Ministério Público da Espanha por Oswaldo Eustáquio e Fábio Pagnozzi, advogado de Carla Zambelli, contra seu cliente, como mostrou a coluna.

“Recebemos com serenidade, com tranquilidade. Vamos responder a toda e qualquer investigação com transparência, colocando o Fábio à disposição para esclarecer o que quer que seja, qualquer dúvida que eventualmente possa pairar sobre sua atividade pessoal ou profissional”, declarou.

Segundo o advogado, não há preocupação quanto à Synapta SL, empresa de Lulinha sediada em Madri e alvo do pedido de investigação. Ele destacou que a defesa já informou às autoridades que a empresa está inativa e que pode reafirmar e comprovar essa situação novamente.

Marco Aurélio também classificou o pedido como uma iniciativa “diversionista e pirotécnica” da oposição, que, segundo ele, “deveria estar respondendo perguntas, e não fazendo”.

“É uma oposição que não tem projeto consistente para apresentar ao país e precisa desse tipo de malabarismo para contaminar a eleição e tirar do foco principal, que é o debate que interessaria ao Brasil e aos brasileiros”, completou.

Pedido de investigação

Como mostrou a coluna, Oswaldo Eustáquio e Fábio Pagnozzi pediram que o Ministério Público da Espanha investigue as atividades da empresa de Lulinha, a Synapta SL, sediada em Madri. A denúncia solicita que a apuração de aspectos como movimentações financeiras, estrutura econômica, mudanças de sede e real objeto social da companhia.

O objetivo é que o Ministério Público espanhol verifique se a Synapta SL seria uma empresa fantasma utilizada para ocultar, canalizar ou gerenciar ativos e fundos ligados a fatos investigados no Brasil.

A denúncia também levanta a possibilidade de a empresa ter sido criada apenas para viabilizar a autorização de residência de Lulinha na Espanha. Apesar dos fatos citados e das diligências solicitadas, o documento não atribui a Lulinha a prática de crimes. A denúncia foi apresentada pelo advogado Daniel Lucas Romero, que representou Eustáquio no processo de extradição, negado pela Justiça espanhola. O escritório que representa a deputada Carla Zambelli deu suporte ao escritório de Lucas Romero na elaboração da petição.


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