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    porto velho, segunda-feira 28 de setembro de 2026

China e Estados Unidos anunciam redução de tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos

Cada país indicou US$ 30 bilhões em mercadorias que poderão receber tratamento tarifário mais favorável


metropoles

Publicada em: 28/09/2026 10:09:54 - Atualizado


MUNDO: China e Estados Unidos deram um novo passo para reduzir as tensões comerciais entre os dois países. Os governos divulgaram nesta segunda-feira (28/9) listas de produtos que poderão ter tarifas reduzidas, abrangendo cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias, com US$ 30 bilhões correspondentes às exportações de cada país.

O anúncio é resultado das negociações realizadas no âmbito do Conselho de Comércio EUA-China, criado pelos governos de Donald Trump e Xi Jinping para tratar de produtos considerados não sensíveis. As duas partes recomendaram condições tarifárias mais favoráveis, mas as reduções ainda dependem dos procedimentos previstos na legislação de cada país.

Entre os produtos americanos que poderão ser beneficiados estão itens agrícolas, como milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais e farelos. A lista chinesa também inclui peixes e frutos do mar, madeira, cosméticos e equipamentos médicos. A soja em grão, porém, ficou fora da relação de produtos com redução tarifária.

Do lado americano, a lista inclui produtos chineses como pequenos eletrodomésticos, louças, roupas de cama, brinquedos, flores artificiais, artigos de decoração de Natal e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada

Além das listas de produtos, Pequim e Washington concordaram em estender por dois meses a atual trégua comercial. O prazo foi ampliado até 10 de janeiro de 2027, permitindo que os governos continuem negociando questões econômicas e comerciais.

O Ministério do Comércio da China afirmou que a extensão deve proporcionar um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas e para a continuidade das negociações. As equipes dos dois países também deverão manter reuniões sobre investimentos, barreiras comerciais e transparência das políticas econômicas.


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