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    porto velho, domingo 30 de novembro de 2025

Região marcada por disputas agrárias volta ao foco após ataque contra marido de influenciadora

Em março de 2025, a região registrou um dos episódios mais graves dos últimos anos: seis pessoas foram assassinadas no acampamento Tiago dos Santos, na zona rural da capital...


Redação

Publicada em: 29/11/2025 08:19:20 - Atualizado

Foto: Reprodução

RONDÔNIA - A área rural conhecida como Galo Velho, onde o marido da influenciadora Thais Reolon relatou ter ficado escondido por cerca de 12 horas após ser baleado, permanece como um dos pontos mais tensionados por conflitos no campo. O local, situado no distrito de Nova Mutum Paraná, acumula um histórico de violência envolvendo disputas territoriais e confrontos armados.

Em março de 2025, a região registrou um dos episódios mais graves dos últimos anos: seis pessoas foram assassinadas no acampamento Tiago dos Santos, na zona rural da capital. 

As vítimas, quatro delas da mesma família, foram encontradas sem vida por equipes do Batalhão de Fronteira e Divisas, acionadas após relatos de tiros. As circunstâncias do crime seguem sob investigação.

A localidade também foi palco de dois homicídios em 2020, quando um tenente da reserva e um sargento foram mortos em ações distintas, ambas relacionadas a conflitos agrários. 

Esses casos reforçam o cenário de instabilidade que há anos atinge produtores rurais, posseiros e trabalhadores da região.

Especialistas apontam que a violência no campo avança na mesma proporção da expansão agrícola sobre áreas de floresta. 

A região conhecida como Amacro, que abrange partes de Acre, Amazonas e Rondônia, concentra hoje a maior parcela dos conflitos agrários no estado, envolvendo desde grandes produtores até grupos ligados à exploração ilegal de recursos naturais.

Relatórios recentes sobre violência no campo indicam queda no número de assassinatos no país, mas apontam crescimento significativo de ameaças, intimidações e ataques armados. 

Em Rondônia, o cenário segue crítico, com populações indígenas, ribeirinhas e pequenos agricultores entre os mais afetados.

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