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porto velho, quarta-feira 30 de setembro de 2026

PORTO VELHO - RO - Uma organização criminosa suspeita de impor medo, cobrar comerciantes, recrutar adolescentes e manter influência até mesmo a partir de presídios voltou a ser alvo da Polícia Civil de Rondônia nesta quarta-feira (30). A quarta fase da Operação Quirinus mobilizou forças de segurança em Porto Velho e em distritos da região, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão.
As investigações apontam que o grupo teria ampliado sua atuação para diferentes frentes criminosas. Entre elas estão o tráfico de drogas, a cobrança de valores de comerciantes e provedores de internet sob a justificativa de oferecer “proteção” e o possível aliciamento de adolescentes.
A ofensiva policial alcançou imóveis na capital e nos distritos de União Bandeirantes, Extrema, Nova Califórnia e Vista Alegre do Abunã. As diligências também chegaram a unidades prisionais de Porto Velho.
Um dos pontos que mais chama a atenção na investigação é o uso de pichações em prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Segundo a apuração, as marcas seriam utilizadas para demonstrar presença e delimitar áreas de influência da organização criminosa.
A Polícia Civil também investiga suspeitas ainda mais graves. Há indícios de planos contra policiais civis e contra uma testemunha ligada às investigações.
Outro foco da operação é descobrir se integrantes já encarcerados continuavam transmitindo ordens e comandando ações criminosas fora dos presídios.
A Operação Quirinus começou a partir da investigação de ataques contra empresas provedoras de internet. Com o aprofundamento das apurações, os investigadores identificaram novos elementos que indicariam uma estrutura criminosa com atuação mais ampla e organizada.
Os 15 mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho.
A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), com participação da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec).
A ação conta ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Rondônia, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).