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porto velho, terça-feira 3 de novembro de 2026

RONDÔNIA - Uma mulher identificada como Gislaine Claudina Barbosa, de 36 anos, morreu após ser atingida por quatro tiros na cabeça na tarde de segunda-feira (2), em Jaru, interior de Rondônia. O ex-companheiro da vítima, José Anderson Alves Matos, é apontado como suspeito de ter ordenado o assassinato, conforme relatos de testemunhas.
De acordo com o boletim de ocorrência, momentos antes do crime, José Anderson teria sido visto na garupa de uma motocicleta, apontando em direção à residência de Gislaine. Pouco tempo depois, o mesmo veículo retornou ao endereço, mas com outro homem na garupa.
O passageiro desceu da motocicleta, entrou na casa da vítima e deixou o imóvel pouco depois. Em seguida, os dois ocupantes fugiram.
Gislaine foi encontrada ainda com vida dentro de um banheiro localizado nos fundos da residência, apresentando intenso sangramento na cabeça. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada e realizou o socorro, encaminhando a mulher ao hospital. Apesar dos atendimentos, ela não resistiu aos ferimentos.
Durante os trabalhos periciais, foram recolhidos cartuchos de munição no local do crime, que poderão contribuir para as investigações.
Após o assassinato, policiais localizaram José Anderson em uma residência próxima. Diante da revolta de moradores e do risco de linchamento, ele foi conduzido à delegacia para preservar sua integridade física.
O ex-companheiro prestou depoimento e acabou liberado, mas permanece entre os principais investigados pela polícia.
As testemunhas também identificaram o condutor da motocicleta como Maycon Kaique de Farias Lima. Segundo moradores, ele chegou ao endereço em alta velocidade e deixou o local logo depois.
Equipes policiais realizaram buscas para localizar Maycon, mas ele não foi encontrado. Durante diligências na residência do motociclista, os agentes verificaram que o portão estava encostado, as portas haviam sido arrombadas e os cômodos estavam revirados.
No interior do imóvel, também foi identificada uma mancha de sangue em um edredom.
O homem que teria entrado na residência de Gislaine e efetuado os disparos ainda não foi identificado.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do assassinato, a possível participação dos envolvidos e a motivação do crime.