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    porto velho, quinta-feira 3 de abril de 2025

Avaliação negativa de Lula sobe para 41%, e positiva cai para 27%, a pior da série

Pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 120 municípios


R7

Publicada em: 02/04/2025 10:14:22 - Atualizado

BRASIL: A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (2). O estudo aponta que a avaliação negativa da gestão subiu de 37% em janeiro para 41% agora, enquanto a percepção positiva caiu de 31% para 27%. Esses são os piores números registrados desde o início do mandato, consolidando uma tendência de perda de popularidade.

O percentual de pessoas que avaliam o governo como regular manteve-se estável, passando de 28% para 29%. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder à pesquisa.

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 120 municípios espalhados por todas as regiões do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Tendência de queda e aumento da rejeição

Os números mostram que o aumento da desaprovação ao governo não é pontual. Desde julho do ano passado, quando a taxa de avaliação negativa estava em 30%, o índice tem crescido a cada nova pesquisa.

Quando comparado ao momento de maior aprovação do governo, registrado em agosto de 2023, a mudança é ainda mais significativa. Naquele período, 42% avaliavam a gestão de Lula como positiva, enquanto apenas 24% tinham uma visão negativa. Agora, esse cenário se inverteu, refletindo a insatisfação crescente entre os eleitores.

Resultados da pesquisa Genial/Quaest - abril de 2025:

  • Avaliação negativa: 41% (era 37% em janeiro)
  • Avaliação regular: 29% (era 28%)
  • Avaliação positiva: 27% (era 31%)
  • Não souberam ou não responderam: 0,5%

O aumento da rejeição também se reflete na pergunta direta sobre a aprovação do governo. Agora, 56% dos entrevistados dizem desaprovar a gestão Lula. Em janeiro, esse grupo representava 49%. Já a aprovação caiu de 47% para 41%.

Perda de apoio em todas as regiões

A pesquisa revelou que a queda na aprovação do governo ocorre de maneira uniforme em todas as regiões do país. Até mesmo no Nordeste, onde o PT historicamente tem mais apoio popular e venceu com folga as últimas eleições presidenciais, a popularidade de Lula sofreu queda.

A rejeição também cresceu entre todas as faixas etárias, mas foi maior entre os jovens de 16 a 34 anos. Nesse grupo, 64% dos entrevistados afirmam desaprovar o governo, enquanto 33% aprovam.

Quando questionados sobre a comparação entre este terceiro mandato de Lula e os anteriores, 53% dos entrevistados afirmaram que o atual governo é pior do que os anteriores. Esse número era de 45% em janeiro. Os que acreditam que o governo atual é melhor do que os anteriores são 20%, enquanto 23% dizem que ele é igual.

A pesquisa também aponta um sentimento negativo em relação à economia. Para 56% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Os que acreditam que houve melhorias são 16%, enquanto 26% avaliam que nada mudou.

Governo aposta em medidas para tentar reverter a tendência de queda

Diante do desgaste crescente, o governo tem tentado reagir anunciando medidas para estimular o consumo e aliviar a situação financeira da população. Entre as principais ações estão:

  • Liberação de saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço): o governo pretende liberar um novo lote de saque-aniversário para movimentar a economia e ajudar trabalhadores endividados.
  • Crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada: a equipe econômica estuda ampliar o acesso ao crédito consignado, com juros mais baixos, para trabalhadores do setor privado.
  • Expansão de programas sociais: Lula também tem reforçado a importância de iniciativas como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, na tentativa de manter sua base de apoio entre a população de baixa renda.

Apesar das tentativas de conter a queda de popularidade, analistas políticos apontam que o governo precisa melhorar sua comunicação e reforçar ações concretas para combater a inflação e estimular o crescimento econômico.




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