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porto velho, segunda-feira 11 de maio de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta segunda-feira (11/05) recebeu o ex-prefeito de Cacoal e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Adailton Fúria. Durante a entrevista, o político elevou o tom contra lideranças do estado, criticou duramente a implantação do pedágio na BR-364, atacou a privatização da Eletrobras e acusou a classe política de ter permitido que Rondônia chegasse ao atual cenário de crise em áreas estratégicas.
Ao abordar a concessão da BR-364, Fúria citou nominalmente os senadores Confúcio Moura e Marcos Rogério, afirmando que ambos participaram das discussões relacionadas ao projeto de implantação dos pedágios. “Nós temos hoje dois senadores da República que participaram lá atrás da construção do projeto inicial, das audiências públicas e das discussões sobre o pedágio”, declarou.
Na sequência, o pré-candidato criticou o silêncio de parlamentares durante o andamento da proposta e afirmou que houve omissão política. “A pior omissão de um político é se calar. Está lá o problema e ele deixa acontecer. Isso é um tapa na cara do nosso povo”, afirmou.
Ainda sobre o tema, Fúria disse que parte da classe política tenta agora se afastar da responsabilidade pelo projeto após a reação negativa da população. “Agora querem dizer que não sabiam, que cobraram caro. Gente, isso foi debatido dentro do Senado”, disparou.

Outro ponto de forte repercussão na entrevista foi a crítica feita ao sistema de energia elétrica em Rondônia. Ao comentar a privatização da Eletrobras e a atuação da Energisa no estado, o ex-prefeito afirmou que o consumidor rondoniense paga uma conta incompatível com a realidade local.
“Nós somos produtores de energia e pagamos uma das contas mais caras. O empresário virou sócio da companhia de energia sem querer”, declarou.
Em seguida, voltou a citar o senador Marcos Rogério ao lembrar o posicionamento favorável à privatização da Eletrobras. “Pergunte para ele de onde tirou que privatizar a Eletrobras seria bom para Rondônia”, afirmou.
Durante a entrevista, Fúria também aproveitou para fazer críticas à condução histórica de problemas estruturais no estado, especialmente nas áreas da saúde e regularização fundiária. Segundo ele, temas importantes acabam sendo retomados apenas em períodos eleitorais.
“Regularização fundiária só aparece em época de campanha. O João Paulo II vira promessa toda eleição”, disse.
Ao comentar sobre saúde pública, o pré-candidato afirmou que prefeitos e governos anteriores deixaram de tomar medidas que poderiam desafogar o sistema estadual. “Fui lá e abri hospital municipal em Cacoal. As crianças eram atendidas no meio de baleado, presidiário e esfaqueado. Eu não queria isso para o meu povo”, declarou.
Fúria também relembrou sua atuação durante a pandemia da Covid-19 e afirmou que enfrentou decretos para manter o comércio funcionando em Cacoal. “Em Cacoal tinha prefeito. Nós abrimos hospital de campanha em 12 dias e não fechamos o comércio”, afirmou.
Em tom emocional, o pré-candidato ainda falou sobre sua origem humilde e disse que conhece a realidade da população porque começou a trabalhar ainda criança.
“Já fui engraxate, picolezeiro, churrasqueiro e repositor de mercado. Eu sei o que é dificuldade”, declarou.
As declarações repercutiram nos bastidores políticos e ampliaram o clima de confronto entre pré-candidatos ao Governo de Rondônia, principalmente diante das críticas diretas feitas a nomes influentes da política estadual.
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