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porto velho, sábado 16 de maio de 2026

RONDÔNIA - A disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos após a divulgação de dois levantamentos consecutivos do Instituto Veritá, realizados entre março e maio deste ano. Os números apontam consolidação da liderança do senador Marcos Rogério, crescimento acelerado de Hildon Chaves e avanço ainda moderado de Adaílton Fúria, que segue tentando encurtar distância no tabuleiro eleitoral.
O levantamento mais recente mostra que Marcos Rogério não apenas manteve a dianteira como ampliou sua posição mesmo diante de um cenário mais competitivo. Em março, o senador aparecia com 31,8% das intenções de voto no cenário estimulado. Em maio, saltou para 34,5% no eleitorado geral e alcançou 42,5% dos votos válidos.
O desempenho fortalece a leitura de que o parlamentar atravessa o início do processo eleitoral sem desgaste significativo e mantendo forte capilaridade política em Rondônia.
Outro fator que passou a movimentar os bastidores da sucessão estadual é a influência do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Embora não apareça mais no cenário de disputa ao Governo, o capital político demonstrado por ele na pesquisa de março continua sendo visto como ativo estratégico.
Naquele levantamento, Léo registrava 16,5% das intenções de voto e ocupava a segunda colocação. Agora, fora da disputa direta, seus apoios passaram a ser considerados peça importante na reorganização eleitoral.
Nos bastidores, a aproximação política entre Marcos Rogério e Léo Moraes já começa a ser observada como um possível fator de fortalecimento do senador, principalmente em Porto Velho, maior colégio eleitoral do estado. A eventual consolidação desse alinhamento pode ampliar ainda mais a vantagem do líder nas pesquisas.
Enquanto isso, Adaílton Fúria mantém trajetória de crescimento, mas ainda sem provocar impacto suficiente para alterar o topo da corrida estadual. O prefeito de Cacoal saiu de 15,4% para 18% no cenário estimulado entre março e maio.
Na modalidade espontânea, Fúria avançou de 5,6% para 7,3%. Já na segunda intenção de voto, considerada estratégica em cenários indefinidos, o pré-candidato saltou de 16% para 21,5%.
Apesar da evolução, os números ainda são interpretados como insuficientes para reduzir de maneira significativa a distância em relação ao líder da disputa.
Quem mais cresceu no período foi Hildon Chaves. O ex-prefeito de Porto Velho praticamente dobrou seus índices em todos os cenários analisados e passou a ocupar posição mais competitiva na corrida ao Palácio Rio Madeira.
Na espontânea, Hildon saiu de 0,4% para 2,5%. Já no cenário estimulado, saltou de 8,5% para 17,6%, consolidando-se entre os principais nomes da sucessão estadual.
O avanço também apareceu na segunda intenção de voto, onde o ex-prefeito registrou um dos maiores crescimentos do levantamento, passando de 10,5% para 21,1%.
A aceleração da candidatura coincide com sua filiação ao União Brasil e com o anúncio do deputado estadual Cirone Deiró como pré-candidato a vice, movimento que fortaleceu sua inserção no debate estadual.
Os dados do Instituto Veritá indicam que a disputa ainda permanece aberta, mas já organizada em torno de polos mais claros. Marcos Rogério aparece consolidado na liderança, Hildon Chaves surge como principal fenômeno de crescimento do período e Adaílton Fúria tenta acelerar para não perder espaço em um cenário que começa a ganhar ritmo antecipado de campanha.
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