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porto velho, terça-feira 19 de maio de 2026

RONDÔNIA - A Justiça Eleitoral de Rondônia suspendeu liminarmente a divulgação da mais recente pesquisa do Instituto Veritá após identificar sete pontos considerados divergentes no levantamento registrado no estado. A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Letícia Botelho e atende a uma representação apresentada pelo PSD, partido liderado pelo ex-prefeito Adailton Fúria.
Entre os questionamentos apontados pela magistrada estão diferenças entre os períodos de coleta informados no sistema PesqEle e no relatório apresentado pelo instituto. Enquanto o registro oficial informa entrevistas realizadas entre os dias 4 e 8 de maio, o relatório da pesquisa cita coleta entre 6 e 10 de maio.
A decisão também cobra esclarecimentos sobre os municípios e bairros pesquisados, quantidade de entrevistas por localidade, relatório de campo, registros de coleta, metodologia aplicada nas entrevistas, critérios de checagem dos questionários e a justificativa técnica para o fator de ponderação informado como “1”. A Justiça ainda determinou a apresentação da versão integral do questionário utilizado na pesquisa.
Na decisão, a juíza afastou suspeitas relacionadas ao financiamento do levantamento e afirmou que o autofinanciamento da pesquisa não representa irregularidade por si só.
“Do mesmo modo, o autofinanciamento, por si só, não configura irregularidade. O registro informa que a pesquisa foi realizada com recursos próprios, tendo como contratante e pagante o próprio Instituto Veritá Ltda.”, destacou a magistrada.
O levantamento suspenso apontava o senador Marcos Rogério com 42% das intenções de voto na pesquisa estimulada, seguido por Adailton Fúria, com 22,2%, e Hildon Chaves, com 21,7%.