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    porto velho, sexta-feira 29 de maio de 2026

“Estou triste” que disseram “que nossos criminosos são terroristas”, diz Lula

Lula reage à decisão dos EUA e critica classificação de facções brasileiras como terroristas...


Redação

Publicada em: 29/05/2026 16:18:58 - Atualizado

foto - reprodução

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou insatisfação com a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante agenda pública nesta sexta-feira (29), o petista afirmou que recebeu a notícia com preocupação e voltou a defender a soberania brasileira diante de ações externas relacionadas ao combate ao crime organizado.

Ao comentar o anúncio feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, Lula declarou estar “triste” com a forma como a situação foi conduzida e ressaltou que o Brasil possui instituições responsáveis pelo enfrentamento das facções criminosas. Segundo o presidente, o país não aceitará interferências estrangeiras em assuntos internos ligados à segurança pública. A medida adotada pelos Estados Unidos coloca PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras, ampliando mecanismos de sanções financeiras e restrições internacionais contra integrantes e possíveis colaboradores dos grupos. A decisão passa a valer nos próximos dias e já provoca repercussões diplomáticas entre Brasília e Washington. 

O governo brasileiro sustenta que as facções devem ser tratadas como organizações criminosas voltadas ao lucro por meio do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, sem enquadramento no conceito de terrorismo previsto em tratados internacionais. Integrantes do Planalto avaliam que a classificação pode abrir espaço para interpretações consideradas inadequadas sobre a atuação de potências estrangeiras em território nacional. 

A decisão norte-americana também ampliou o embate político entre aliados do presidente Lula e membros da família Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro comemorou o anúncio e afirmou ter defendido o tema durante encontros realizados nos Estados Unidos. Já o governo federal reagiu afirmando que o combate ao crime organizado continuará sendo prioridade, mas dentro das regras e da legislação brasileira.

Mesmo criticando a classificação adotada pelos Estados Unidos, Lula declarou que as facções criminosas representam uma ameaça à população e precisam ser combatidas com rigor pelas forças de segurança brasileiras.

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