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porto velho, sábado 19 de setembro de 2026

PORTO VELHO, RO - Uma informação apresentada durante o debate entre os candidatos ao Senado, coloca uma cifra bilionária no centro da discussão eleitoral em Rondônia, o valor de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares nos últimos quatro anos, recursos que, segundo o candidato Bruno Scheid, do PL, passaram pelas mãos dos três senadores que representam o Estado em Brasília.
A bancada rondoniense no Senado é formada por Jaime Bagattoli e Marcos Rogério, ambos do PL, e Confúcio Moura, do MDB. Considerando os números apresentados no debate, o montante representa aproximadamente R$ 500 milhões por ano em recursos que poderiam ser destinados a obras, infraestrutura, saúde, educação e outras áreas de interesse direto da população.
Durante a campanha, candidatos ao Senado e demais políticos voltam a colocar na pauta a necessidade de um novo hospital João Paulo II, a ampliação da estrutura hospitalar e a melhoria do atendimento à população.
A precariedade da saúde pública é conhecida e sentida diariamente por quem precisa do sistema. Mas diante de uma cifra de R$ 2 bilhões em emendas atribuída à atuação dos senadores nos últimos quatro anos, surge uma pergunta ilsobre onde estão os resultados proporcionais a todo esse dinheiro.
Aproximadamente R$ 500 milhões por ano foram destinados por meio da bancada do Senado, é necessário saber quanto desse dinheiro foi para a saúde, quais obras foram executadas, quais equipamentos foram adquiridos e quais resultados concretos chegaram ao cidadão.
A discussão eleitoral, portanto, não deveria se limitar a quem promete construir um novo hospital, mas também precisa cobrar quem teve recursos nas mãos durante os últimos quatro anos e o que efetivamente foi feito com eles.