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    porto velho, sexta-feira 27 de março de 2026

Distúrbios do sono podem ser sinal precoce de demência; entenda


Notícias ao Minuto

Publicada em: 27/03/2026 11:26:11 - Atualizado

Os hábitos de sono podem revelar muito sobre a saúde do cérebro. Durante o descanso, o organismo realiza processos essenciais de recuperação, e alterações nesse período podem estar ligadas ao risco de demência.

O HuffPost reuniu especialistas para identificar quais distúrbios do sono podem servir de alerta. Segundo o neurologista Arman Fesharaki-Zadeh, “a relação entre distúrbios do sono e demência é uma área de pesquisa importante e em rápida evolução”. Ele acrescenta que “há uma forte associação entre interrupções no sono, especialmente no sono profundo, e um risco maior de desenvolver demência”.

O especialista também destaca que “a interrupção do sono, principalmente nas fases de consolidação, pode contribuir para prejuízos persistentes na memória”.

Insônia grave

“Na doença de Alzheimer, dificuldades para iniciar o sono, despertares frequentes durante a noite, alterações comportamentais noturnas e sonolência ao longo do dia são comuns, à medida que as áreas do cérebro responsáveis pelo ciclo sono-vigília se deterioram”, explica o neurologista Fawad Mian.

Sonolência durante o dia

“Quando o ciclo do sono é desregulado, o corpo perde a sincronização com o ambiente, o que pode levar a mais sono durante o dia e vigília à noite. Essas mudanças costumam estar associadas a alterações comportamentais, já que a neurodegeneração afeta o relógio biológico do cérebro.”

Pesadelos e comportamentos durante o sono

“Agir fisicamente durante sonhos pode ser um sinal precoce de algumas demências, especialmente a demência com corpos de Lewy e a doença de Parkinson.” Nesses casos, a pessoa pode gritar, levantar da cama ou até fazer movimentos bruscos enquanto dorme.

Sonambulismo

“Esse tipo de distúrbio pode comprometer a capacidade do cérebro de eliminar resíduos durante a noite, o que, ao longo do tempo, pode contribuir para o declínio cognitivo”, afirma Fesharaki-Zadeh.

Hábito comum pode aumentar o risco

Dormir com fones de ouvido também pode ser prejudicial. Um estudo publicado na revista The Lancet, em 2024, apontou que cerca de 45% dos casos de demência poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida.

A neurologista Baibing Chen alerta para os riscos desse hábito. “Aqui estão três coisas que eu não faço como neurologista”, disse em um vídeo nas redes sociais. “Primeiro, não uso fones na cama. Se você faz isso, certifique-se de que o volume não está alto demais. Sons intensos podem danificar as células do ouvido interno e, com o tempo, aumentar o risco de perda auditiva e demência.”

Ela também ressalta outros riscos: “Usar fones por longos períodos pode acumular umidade e bactérias, aumentando o risco de infecções. Além disso, ouvir sons muito altos pode prejudicar o sono profundo e interferir no sistema responsável pela limpeza do cérebro durante a noite, eliminando toxinas.”


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