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    porto velho, domingo 25 de outubro de 2026

Em poucos minutos, STF forma maioria para manter condenação por invasão do CNJ

Deputada licenciada, que, segundo aliados, está na Itália, foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ


metropoles

Publicada em: 06/06/2025 11:05:13 - Atualizado


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela manutenção da condenação a 10 anos e 8 meses de prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte começou a julgar, às 11h desta sexta-feira (6/6), em sessão extraordinária, o recurso da parlamentar.

A sessão extraordinária é realizada por meio do Plenário Virtual da Corte, das 11h às 23h59, conforme agendamento feito pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. O Plenário Virtual é um espaço digital no qual os ministros apresentam o voto por escrito, ou seja, não há debates orais.

Apesar de começar às 11h o julgamento não durou nem 50 minutos.

Até o momento, o relator do caso, Alexandre de Moraes, e os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram para manter a condenação da parlamentar. Falta ainda o voto da ministra Cármen Lúcia.

O que está acontecendo?

  • Zambelli está condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão e à perda do mandato, devido ao envolvimento da parlamentar na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu, na quarta-feira (4/6), a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a prisão preventiva da deputada federal.
  • Na terça-feira (3/6), a parlamentar informou que já estava fora do Brasil havia alguns dias. “Eu queria anunciar que estou fora do Brasil. Já faz alguns dias. A princípio, buscando um tratamento médico, é um tratamento que eu já fazia aqui [sem especificar o lugar]. Vou pedir afastamento do cargo”, disse a deputada ao canal AuriVerde, no YouTube.
  • Nessa quinta-feira (5/6), o nome de Zambelli foi incluído na lista vermelha da Interpol.

A sessão foi marcada após Zambelli informar que estava fora do Brasil e dizer que iria ficar na Europa por ter cidadania italiana. A deputada federal também afirmou que iria “denunciar a ditadura” que o Brasil, segundo ela, vive.



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