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    porto velho, terça-feira 13 de janeiro de 2026

Falso médico é preso após ‘encontrar’ em exame vesícula de mulher que retirou o órgão

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva


terra

Publicada em: 12/01/2026 16:33:51 - Atualizado


BRASIL: Um homem de 28 anos foi preso em flagrante após se passar por médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro de Cananéia, no litoral de São Paulo. O suspeito é Wellington Augusto Mazini Silva, que usava o registro médico de outro profissional.

O caso ocorreu na última quarta-feira, 7, quando uma paciente chamou a atenção do diretor do posto após ter se consultado com Wellington e ele teria dito que sua “vesícula estava bem”. No entanto, a mulher havia removido o órgão anteriormente.

Ainda foi percebido por outros pacientes que os laudos emitidos por ele eram praticamente “copia e cola” de outros documentos. Tudo isso levou os moradores que passavam por consulta a acionarem a Polícia Militar, que o encaminhou para a delegacia da cidade.

Ao delegado, inicialmente, ele confirmou que era médico. Ao ser questionado sobre o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), Wellington passou o de outro médico. A autoridade informou que não havia registro no nome dele e, então, ele confessou que não era profissional da área, mas que ainda estava no 5º ano de Medicina.

Diante dessa gravidade, o delegado representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Ele passou por audiência de custódia, na qual foi determinada a preventiva. O caso é investigado como exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e perigo para a vida ou saúde de outrem.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou o caso e informou que foram apreendidos diversos aparelhos médicos e um veículo.

Ao Terra, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, responsável pela defesa de Wellignton, informou que irá recorrer da decisão que manteve a sua prisão e provarará sua inocência no decorrer do processo.

Prefeitura lamenta
Em nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura Municipal da Estância de Cananéia lamentou o caso e afirmou que ele realizou exames de ultrassonografia sem possuir habilitação legal para o exercício da medicina.

“Ressalta-se que a atuação do indivíduo ocorreu por apenas um dia, utilizando equipamentos próprios. Embora a ultrassonografia seja um exame de baixo risco, a ausência de habilitação legal configura grave violação ética e legal. Em atenção ao princípio da precaução e à segurança dos usuários, a Prefeitura assegura que nenhum paciente será prejudicado”, afirmou a administração municipal.

A prefeitura também afirmou que todos os pacientes que foram submetidos a exames já estão sendo reconvocados para realizar novos exames em 13 de janeiro.

“A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança”, finalizou.



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