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porto velho, quinta-feira 15 de janeiro de 2026

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (14) que todos os bens e materiais apreendidos na nova fase da operação que investiga o Banco Master sejam lacrados e armazenados na sede da Suprema Corte.
“Determino que todos os bens e materiais apreendidos por força do cumprimento da decisão por mim anteriormente proferidas e aqueles resultantes do cumprimento da presente, deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal até ulterior determinação”, afirmou o ministro em decisão.
O mais comum é que os bens fiquem sob posse da Polícia Federal, que conduz as investigações.
Procurado pela CNN, o gabinete do ministro disse em nota que a medida busca preservar as provas recolhidas, que serão “devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.
Nesta quarta, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master. Foram sequestrados bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Dentre os alvos das buscas estavam endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e a parentes. O banqueiro foi preso durante a primeira fase da operação, em novembro do ano passado.
A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.
Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Eles foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco, parentes do banqueiro e empresários ligados a fundos de investimento também foram alvos da operação e serão investigados pelos crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.
A operação resultou no sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões, incluindo relógios, carros de luxo, um revólver e dinheiro vivo.
De acordo com a PF, as medidas foram necessárias para interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações da primeira fase da Operação, deflagrada em novembro de 2025.
A polícia investiga, entre outros pontos, possíveis operações financeiras fraudulentas entre o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust, uma empresa suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que investiga a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.