• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sexta-feira 16 de janeiro de 2026

Moraes e Toffoli podem estar "enrolados" até o pescoço no caso Master; PF teme sabotagem

Parlamentares apontam ter havido até agora violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade


redação

Publicada em: 15/01/2026 10:32:47 - Atualizado


O chamado Caso Banco Master ganhou novos desdobramentos no cenário político e jurídico nacional após senadores da oposição protocolarem, no Senado Federal, um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A iniciativa reacendeu debates e levantou suspeitas também sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes em episódios relacionados à condução de investigações no âmbito da Corte.

De acordo com a representação apresentada pelos parlamentares, Toffoli teria adotado procedimentos considerados atípicos ao assumir a relatoria de inquéritos envolvendo o Banco Master, instituição financeira investigada por suspeitas de irregularidades e posteriormente liquidada pelo Banco Central. Entre os pontos questionados estão a centralização do caso no STF, a imposição de sigilo ampliado e decisões que, segundo os senadores, teriam limitado o acesso de outros órgãos às informações da investigação.

Os autores do pedido afirmam que tais medidas podem configurar violação a princípios constitucionais, como o da moralidade e da impessoalidade, além de possíveis crimes de responsabilidade, tese que fundamenta o pedido de impeachment.

No mesmo contexto, parlamentares passaram a mencionar o nome do ministro Alexandre de Moraes, apontando suspeitas de atuação convergente em decisões relacionadas ao compartilhamento de dados e à condução de investigações sensíveis no STF. Embora não haja pedido formal de impeachment contra Moraes até o momento, senadores afirmam que determinadas decisões da Corte, sob sua influência ou relatoria em outros casos, reforçam a percepção de excessiva concentração de poder investigativo no Supremo.

É importante destacar que nenhuma das suspeitas foi comprovada, e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não são réus, nem foram formalmente acusados de crimes. As alegações fazem parte de uma disputa política e institucional, cabendo ao Senado Federal analisar se o pedido contra Toffoli atende aos requisitos legais para prosseguimento.

A decisão inicial está nas mãos do presidente do Senado, que pode aceitar ou arquivar a denúncia. Enquanto isso, o Caso Banco Master segue como um dos principais focos de tensão entre setores do Legislativo e do Judiciário, ampliando o debate sobre transparência, limites de atuação do STF e equilíbrio entre os Poderes.


Fale conosco