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    porto velho, sábado 14 de fevereiro de 2026

Com Caso Master, Mendonça se torna "todo poderoso" da república e pode atingir o sistema

Mais do que protagonismo individual, o que está em jogo é o papel do Supremo como árbitro constitucional em um período de alta tensão política.


Redação

Publicada em: 13/02/2026 10:28:15 - Atualizado


A concentração de duas investigações de grande repercussão no gabinete do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal, cria um cenário político-institucional relevante às vésperas das eleições de 2026.

O peso das investigações em ano eleitoral

Os dois casos sob relatoria de Mendonça têm potencial de impacto direto no ambiente político:

  • O inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolve suspeitas de desvios em benefícios previdenciários, tema sensível socialmente e que atinge governos recentes.

  • A investigação relacionada ao Banco Master, que envolve o empresário Daniel Vorcaro, foi redistribuída após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria.

Em ano pré-eleitoral, qualquer avanço, decisão cautelar, quebra de sigilo ou denúncia formal pode influenciar narrativas políticas, fortalecer discursos de oposição ou gerar desgaste para grupos no poder. O Judiciário, nesse contexto, passa a ocupar posição estratégica não apenas jurídica, mas também institucional.

O paralelo com a eleição de 2026

A eleição de 2026 será marcada por disputas nacionais intensas, e investigações de grande porte tendem a se tornar munição política. Historicamente, decisões judiciais de alto impacto alteram o ritmo das campanhas, interferem em alianças e moldam o debate público.

Nesse cenário, o papel do relator é decisivo:

  • Define o ritmo processual.

  • Analisa pedidos de diligências.

  • Decide sobre medidas cautelares.

  • Submete temas ao plenário.

Além disso, Mendonça deverá assumir a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável por conduzir e fiscalizar o processo eleitoral. A simultaneidade entre a relatoria de investigações sensíveis no STF e a atuação no TSE amplia sua centralidade institucional.

A importância do ministro no equilíbrio institucional

O momento exige do relator:

  • Rigor técnico.

  • Transparência nas decisões.

  • Celeridade equilibrada.

  • Distanciamento de pressões políticas.

Em um ambiente polarizado, a credibilidade das instituições depende da percepção pública de imparcialidade. Ao concentrar casos com potencial de repercussão eleitoral, Mendonça se torna peça-chave na preservação da estabilidade jurídica e da confiança no processo democrático.

Mais do que protagonismo individual, o que está em jogo é o papel do Supremo como árbitro constitucional em um período de alta tensão política.


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