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porto velho, sexta-feira 27 de março de 2026

BRASIL: A Justiça de São Paulo negou o pedido de urgência para soltar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a esposa e policial militar Gisele Alves, como também de fraude processual. A solicitação da defesa foi analisada, na última terça-feira (24), pelo desembargador Cesar Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal.
Na decisão, o magistrado salientou que o pedido deve ser avaliado pelos demais integrantes do colegiado, que não tem data definida para acontecer. Geraldo Leite Rosa Neto foi preso preventivamente no dia 18 de março. Ao iG, o advogado do militar, Eugênio Malavasi, ressaltou que foi indeferida apenas a liminar e a defesa aguarda o julgamento meritório, o qual ele fará a sustentação oral.
Este não é o primeiro pedido de soltura negado pela Justiça. Na última sexta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a solicitação de liberdade para o militar. A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
‘Não houve nenhum provimento emanado desta corte superior, no processo em tela, que pudesse vir a ser descumprido pelas instâncias ordinárias. Tem-se, portanto, manifesta a ausência de descumprimento de decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza, portanto, o conhecimento da presente reclamação".Ministro Reynaldo Soares Fonseca
A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, na manhã de quarta-feira (18), no seu apartamento no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado. Contudo, a Justiça de São Paulo determinou que a ocorrência passasse a ser investigada como feminicídio.
O resultado de uma perícia mostrou que a soldado tinha lesões no pescoço e rosto compatíveis com ação de pressão com os dedos das mãos, além de marcas de unha na pele. Contudo, a causa da morte, segundo laudos, foi o tiro na cabeça.