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porto velho, quinta-feira 14 de maio de 2026

A nova crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro já provoca forte reação nos bastidores de Brasília e anima setores da esquerda, que passaram a enxergar um cenário mais favorável para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
O estopim foi a revelação de mensagens e áudios divulgados pelo portal The Intercept Brasil, apontando que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria repassado cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, o pedido de recursos teria sido articulado diretamente por Flávio Bolsonaro.
A repercussão foi imediata. O deputado Lindbergh Farias anunciou que irá pedir investigação e até prisão preventiva de Flávio Bolsonaro, alegando gravidade nas denúncias e possível relação política com o escândalo envolvendo o Banco Master.
Aliados do governo Lula passaram a tratar o caso como um “divisor de águas” na disputa presidencial. Isso porque Flávio vinha sendo apontado como principal nome do bolsonarismo para enfrentar Lula em 2026, especialmente após o enfraquecimento político e jurídico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas redes sociais, parlamentares da esquerda já afirmam que o episódio compromete a imagem de “renovação” que Flávio tentava construir. O deputado André Janones chegou a declarar que o senador estaria “fora das eleições”, após a divulgação dos áudios envolvendo Vorcaro.
Além disso, governistas intensificaram a pressão pela instalação de uma CPMI para investigar o caso Banco Master, ampliando ainda mais o desgaste político do grupo bolsonarista.
Nos bastidores do PT, a avaliação é de que o escândalo enfraquece diretamente o principal adversário de Lula e pode repetir o cenário de rejeição enfrentado pelo bolsonarismo em crises anteriores. Integrantes da base governista acreditam que, caso as investigações avancem, a disputa de 2026 poderá ficar ainda mais favorável ao atual presidente.