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porto velho, quinta-feira 25 de junho de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ofereceu ajuda do Brasil à Venezuela após os dois terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24), derrubaram prédios em Caracas e levaram o governo venezuelano a decretar estado de emergência. A assistência ainda será avaliada pelo Ministério das Relações Exteriores e pela embaixada brasileira na capital venezuelana. Lula não informou prazo nem detalhou que tipo de apoio poderá ser enviado.
Em publicação feita às 23h31, o presidente disse ter tomado conhecimento “com grande preocupação e consternação” dos impactos provocados pelos tremores.
“Instruí o ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar”, afirmou Lula.
O presidente também disse que o Brasil pretende apoiar o governo da presidente interina Delcy Rodríguez “na recuperação de áreas afetadas”.
O balanço oficial ainda é parcial. Até agora, as autoridades venezuelanas informaram 32 mortos e 700 feridos. O número de vítimas ainda não inclui La Guaira, uma das regiões mais atingidas e onde fica o Aeroporto Internacional Simón Bolívar.
A oferta brasileira ocorre enquanto equipes de resgate buscam pessoas sob escombros e o governo venezuelano tenta concentrar serviços públicos nas áreas atingidas. Aulas e atividades não essenciais foram suspensas.
Redes de gás e eletricidade também foram desligadas para reduzir riscos. O principal aeroporto do país foi fechado depois de sofrer danos provocados pelos tremores.
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os tremores derrubaram prédios em Caracas e em outras cidades.

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Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os epicentros ficaram separados por apenas 5 km. O tremor mais forte foi registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km.
Foram os terremotos mais fortes registrados na Venezuela em mais de 100 anos. Pelo menos 20 réplicas foram sentidas nas horas seguintes.
A projeção mais grave vem do sistema PAGER, usado pelo USGS para estimar impactos de terremotos. O levantamento aponta 39% de probabilidade de 1.000 a 10.000 mortes e 37% de probabilidade de 10.000 a 100.000 mortes.
A presidente interina Delcy Rodríguez disse, em pronunciamento na televisão estatal, que “dezenas de edifícios desabaram” e que equipes trabalham para retirar vítimas dos escombros.
A Cruz Vermelha Venezuelana informou que o impacto humano total ainda é desconhecido. A entidade relatou danos em infraestrutura de saúde, transporte público, residências e empresas em Caracas e em vários estados.