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    porto velho, quinta-feira 20 de agosto de 2026

Investigado por tráfico de influência, Lulinha visitou Planalto 18 vezes e se complica

Mensagens mostram que Lulinha atuou com amiga lobista; filho do presidente Lula é investigado em três inquéritos da PF


metropoles

Publicada em: 19/08/2026 09:35:58 - Atualizado

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve pelo menos 18 vezes no Palácio do Planalto desde 2023, mostram dados obtidos pela coluna via Lei de Acesso à Informação (LAI). Essas visitas ganham nova dimensão em razão de inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) para investigar indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal e obtidas pela coluna mostram que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto e até orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger, contratada por empresários que compravam a influência dela e a do filho do presidente para conseguir contratos.

Os registros de entrada e de saída mostram que Lulinha esteve no Palácio do Planalto em 15 dias diferentes, entre junho de 2023 e janeiro de 2025. As visitas duraram de 19 minutos a mais de quatro horas, somando total de 23 horas e 26 minutos. Os dados foram fornecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O órgão informou que os locais e motivos das visitas não são computados.

Registros de entrada de Lulinha no Palácio do Planalto
Registros de entrada de Lulinha no Palácio do Planalto

Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho informou que Lulinha foi visitar amigos e o pai no Palácio do Planalto. “Qual é o problema? Honestamente, ele nunca tratou de nenhum tema. Ele é amigo de muita gente, a exemplo do secretário do presidente (Marcola)”, explicou à coluna.

Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou que as visitas citadas “tiveram caráter estritamente privado e não envolveram assuntos relacionados à Administração Pública”. “Portanto, não produziram qualquer desdobramento administrativo”, acrescentou.

A existência dos registros de acesso ao Planalto ganha relevância diante das mensagens trocadas entre Lulinha e Roberta Luchsinger que estão em posse da Polícia Federal.


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