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porto velho, quinta-feira 20 de agosto de 2026

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende transformar as investigações que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em uma das principais linhas de ataque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.
A estratégia é associar pessoas próximas ao presidente, como o filho e o ex-chefe de gabinete, a suspeitas de corrupção e tráfico de influência para ampliar o desgaste do governo e tentar recuperar entre os eleitores o “sentimento de antipetismo” que marcou outras eleições.
Flávio já incorporou o tema aos discursos, e integrantes da campanha vêm aumentando as críticas. A intenção é manter os casos em evidência ao longo da disputa e explorar novos desdobramentos das investigações.
Nesta terça-feira (18/8), em Brasília, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que as apurações criam um “constrangimento” para o PT e disse considerar natural que o assunto seja levado para a campanha.
“Não acho que [as revelações] sejam um presente para a campanha. Isso mostra que o entorno do governo PT — o seu irmão, o seu filho — estão envolvidos e sendo investigados por crimes. Não é um presente para nós, é um constrangimento. O PT não aprendeu nada”, afirmou Marinho.
A escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice reforça essa linha de atuação. Relator da CPMI do INSS, o deputado pediu, no relatório final da comissão, o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O parecer foi rejeitado pela comissão.
Nesta terça, Gaspar voltou a relacionar as investigações ao Palácio do Planalto. “A corrupção chegou ao gabinete presidencial. Quando nós fizemos o relatório da CPMI, apontamos Lulinha e Roberta Luchsinger como traficantes de influência e corruptos. Levou seis meses para a Polícia Federal descobrir o que nós descobrimos lá atrás”, declarou.
O candidato a vice-presidente também citou Marcola e Swedenberger Barbosa, chefe do gabinete adjunto de Gestão Interna da Presidência. “Gabinete presidencial está sujo com a corrupção. Roubaram o dinheiro dos aposentados e pensionistas. Fizeram viagens, receberam mesada, compraram joias, diamantes. Agora, infelizmente, todo dia uma nova novidade”, disse.