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porto velho, terça-feira 1 de setembro de 2026

O contraste da vida luxuosa exposta nas redes sociais, mostra um cotidiano fora da curva com viagens internacionais, alta gastronomia e um padrão de vida elevado, Roberta Luchsinger apresenta no Judiciário uma lista grande de pendências financeiras e contratempos em processos judiciais movidos por credores nos estados de Minas Gerais e São Paulo. E mais, figura investigações na Polícia Federal (PF).
Os processos contra a empresária na justiça seguem o mesmo modus operandi quando ela é cobrada: endereços desencontrados, contas zeradas e alegações de falta de recursos. Segundo apurado pelo Fantástico, programa televisivo da Rede Globo, os oficiais de justiça encontram dificuldades estruturais para notificar Roberta nos endereços informados em processos.
O mesmo ocorre na busca de ativos em contas bancárias ou bens que pudessem ser tomados para pagar dívidas, nada encontrado. Para completar a defesa alega em ao menos dois processos que a empresária não tem dinheiro para pagar as despesas dos processos.
A diversidade de dívidas impressiona pela abrangência. Vão desde a prestador de serviço de tapeçaria a débitos comerciais e imobiliários:
Um tapeceiro realizou serviços de reforma residencial em 2011, estimado em R$ 61 mil. Apenas R$ 25 mil foi pago por Roberta até hoje. O profissional que prestou os serviços venceu disputas processuais em todas as instâncias na justiça, incluindo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para suspender a cobrança judicial, Luchsinger ofereceu 14 gravuras supostamente originais que seriam do pintor Cândido Portinari avaliados em R$ 70 mil. No entanto, um laudo de autenticação do Projeto Portinari validou que as peças eram apenas reproduções impressas e que não tinham valor de original.
Roberta figurou como produtora de cinema num documentário que contava a história de Horacio Pagani, famoso designer argentino de carros de luxo e que fundou a marca de carros Pagani. A obra tinha custo total de US$ 4 milhões - aproximadamente R$ 20,7 milhões.
Para dar início as gravações, a empresária fez um empréstimo de 300 mil dólares e convenceu um investidor a ser fiador da operação de crédito, pessoa essa que colocou uma fazenda no valor de R$ 8 milhões como garantia em troca de R$ 40 mil acrescido dos percentuais de lucros da bilheteria do filme.
Com a falta de pagamento do empréstimo, a Justiça tomou a propriedade do fiador para quitar a dívida. Em declarações públicas sobre o caso, Luchsinger afirma que também foi vítima por parte do investidor do documentário e sustenta que Lauro, o fiador, tinha conhecimento dos riscos financeiros da operação.
Há três casos específicos de pendências financeiras de Roberta que se acumulam ao longo dos anos. O primeiro é a falta de pagamento de todo um ano letivo da filha.
A empresária não pagou as mensalidades referentes a 2017 e a dívida chegou a R$ 91 mil. A instituição de ensino entrou com ação na justiça cobrando a dívida e até o momento não reaveu o valor devido.
O segundo caso é de uma compra de R$ 6.124,00 de roupas de luxo em 2017. Com a atualização da dívida, atualmente ela se encontra em R$ 21 mil. Neste caso, Roberta também tentou barrar o avanço processual e ofereceu à Justiça um quadro como garantia, que afirmava que valia R$ 100 mil. Porém, a peça sumiu antes de ser levada a leilão judicial.

Além disso, ela tem dívida de R$ 42 mil sendo cobrada na justiça por uma agência de comunicação e marketing que prestou serviços para a Luchsinger para sua pré-campanha eleitoral em 2022. Do total contratado pela empresária, apenas 10% do valor foi pago, R$ 4.200. O restante segue em aberto e a cobrança corre judicialmente.