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    porto velho, domingo 6 de setembro de 2026

PGR investiga conduta da Polícia Federal em relatório sobre Moraes e Daniel Vorcaro

Procuradoria informa a Fachin que vai apurar a atuação da Polícia Federal na elaboração de documento que cita o magistrado e o empresário preso


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Publicada em: 05/09/2026 10:06:15 - Atualizado

Uma apuração para averiguar a conduta da Polícia Federal (PF) foi aberta formalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procedimento formal é sobre a produção de um relatório solicitado pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ministro Alexandre de Moraes.

O presidente e ministro do STF, Edson Fachin, determinou diretamente a ação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que atendeu a manifestação. O documento da PF usado por Mendonça aponta uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master que está preso preventivamente desde março de 2026.

Determinação da Presidência do STF

Fachin cobrou do Ministério Público Federal esclarecimentos sobre as acusações. A mesma ordem foi direcionada a outros órgãos envolvidos após o conteúdo do decisão de Mendonça, que foi baseada em relatório e provas da levantadas pela PF, vir a público após a derrubada do sigilo pelo próprio ministro.
Presidente do STF Edson Fachin assume o caso ante a crise no STF
Nelson Jr./SCO/STF
Presidente do STF Edson Fachin assume o caso ante a crise no STF

O relatório da Polícia Federal expôs registros e mensagens que revelam uma suposta relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Morais. Atribuindo ainda encontros entre os dois.

Resposta da PGR

Informo a Vossa Excelência que, na forma do despacho que encaminho, determinei a instauração de Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, resultado será, em tempo adequado, noticiado à Corte.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também é citado no relatório da PF

Em resposta enviada ao STF, a PGR destaca que não foi comunicada previamente sobre a ação que determinou a ação da PF. Segundo Paulo Gonet, o órgão acabou não exercendo seu papel de controle externo da atividade policial devido a falta de comunicação.

No trâmite analisado, não foi dado espaço à manifestação da Pocuradoria-Geral da República. Ao revés, a decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação. Paulo Gonet, PGR

Um dos questionamentos à PF pela PGR é de “quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”.

Paulo Gonet, procurador-geral da República
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Paulo Gonet, procurador-geral da República

O procurador ressaltou ainda em sua manifestação, que investigações desse tipo exigem etapas específicas e que a forma que foi feita não teve validade jurídica já que não teve a participação institucional do MP. Com o procedimento aberto, a PGR vai averiguar se houve uma ordem ou interferência externa que venha a comprometer o conteúdo do relatório.


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