• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, domingo 6 de setembro de 2026

Trabalhadores da Casa Bahia protestam após demissão em massa e ausência de pagamento

Ex-funcionários de Aracaju denunciam ausência de pagamento das rescisões e acusam empresa de má-fé após fechamento de lojas


ig

Publicada em: 05/09/2026 11:33:45 - Atualizado


Trabalhadores demitidos da rede de lojas Casas Bahia se reuniram no calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Aracaju (SE), para protestar, com apoio do Sindicato dos Comerciários de Nossa Senhora do Socorro, e foi promovido para expor a indignação dos ex-funcionários diante da ausência de direitos trabalhistas após o fechamento de diversas unidades da empresa em Sergipe e em outras regiões do país.

Através de suas redes sociais, o Sindicato publicou imagens dos trabalhadores durante o protesto e afirmou que a revolta foi gerada após os trabalhadores serem dispensados e não receberem os valores a que têm direito. “Isso é um verdadeiro calote contra quem ajudou a construir a empresa!”, concluí a publicação.

Em entrevista ao Jornal da Fan, Alfredo Souza, presidente do Sindicato, afirmou que a empresa agiu de má-fé e dispensou funcionários com mais de uma década de serviço sem sequer cumprir o aviso prévio: “Temos trabalhadores que ficaram 10, 12 anos, e foram para rua, nem aviso prévio recebeu [...] É de causar revolta. O trabalhador trabalha até dez anos em uma empresa, veste a camisa, enriquece os proprietários, e no final vai para a rua. E agora [a empresa] já alega hoje que não pode pagar porque entrou em recuperação judicial”, declarou.

Entre os manifestantes estava Alexsandra Batista, que trabalhava em uma loja localizada em um shopping da capital sergipana. Também ao veículo, ela relatou que a demissão ocorreu de forma abrupta, em uma reunião coletiva na qual todos foram informados do fechamento da unidade. “O que sobrou para a gente foi seguro desemprego, porque a rescisão tá presa, a Casa Bahia não pagou um real a ninguém. A rescisão de todo mundo tá presa e a gente tá aqui só querendo o que é nosso, os nossos direitos trabalhistas, e mais nada”, concluiu.

Bahia, nas imagens, ele revela que está indignado, decepcionado, frustrado e com muita raiva da frieza com que a empresa está tratando a situação. De acordo com o presidente do sindicato, a empresa afirmou que não iria pagar ninguém.

A equipe do iG tentou contato com a empresa mas não obteve resposta até o momento da publicação.

Outras lojas também foram fechadas

O encerramento das atividades da rede atingiu, até o momento, 298 lojas em todo o Brasil, cerca de 30% de sua rede física no país. Com o fechamento em massa das lojas, aproximadamente 3 mil funcionários perderam seus cargos na empresa.

Em Sergipe, algumas das unidades fechadas foram as dos Shoppings Jardins e Riomar, em Aracaju, além da loja localizada no Centro do município de Lagarto e a unidade do Shopping Prêmio, na cidade de Nossa Senhora do Socorro, que deixou 35 comerciários sem trabalho.

Recentemente, a Casas Bahia anunciou que protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. O objetivo, segundo a empresa, é reorganizar suas finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e assegurar a continuidade das operações. Enquanto isso, os trabalhadores seguem cobrando o cumprimento de seus direitos trabalhistas.


Fale conosco