Fundado em 11/10/2001
porto velho, sexta-feira 11 de setembro de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta sexta-feira as críticas feitas por Alexandre de Moraes sobre a divulgação dos documentos relacionados ao caso Banco Master e afirmou que não mantém sob sigilo peças que deveriam estar disponíveis aos demais ministros.
Segundo Mendonça, “todas as peças efetivamente disponíveis já foram devidamente publicizadas”, contrariando a versão de Moraes de que ainda existiriam cerca de 180 documentos inacessíveis no processo.
A divergência aumentou a tensão dentro do Supremo. Moraes havia levado ao presidente da Corte, Edson Fachin, a reclamação de que o levantamento de sigilo determinado por Mendonça não teria alcançado todos os documentos relacionados à investigação. Para Moraes, a ausência das peças dificultaria a análise completa das provas.
Mendonça, porém, apresentou outra explicação. Segundo ele, a diferença entre a quantidade de documentos indicada no sistema e o material efetivamente disponibilizado pode ocorrer porque determinadas peças foram transferidas para outros processos ou aparecem no sistema como documentos internos, como ofícios e mandados.
Na prática, o ministro contesta a acusação de que teria escolhido quais documentos tornar públicos. A resposta coloca em xeque a interpretação apresentada por Moraes e transforma a disputa sobre o sigilo em mais um capítulo da crise que envolve o STF e as investigações relacionadas ao Banco Master.