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    porto velho, quarta-feira 28 de outubro de 2026

Decisão de Moraes contra Flávio gera críticas na cúpula da PGR que não soube de nada

MPF não foi consultado antes de medida que determinou entrega de passaportes; avaliação é que investigação deveria ter sido aprofundada


cnn

Publicada em: 28/10/2026 11:38:13 - Atualizado


A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de determinar a entrega dos passaportes do Flávio Bolsonaro (PL) e proibir a saída do senador do Brasil gerou críticas na alta cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O Ministério Público Federal não foi consultado antes da imposição das medidas cautelares, determinadas no domingo (25), após a derrota do senador na eleição presidencial.

Na avaliação de fontes próximas ao PGR, a decisão foi precipitada e deveria ter sido precedida de uma investigação mais aprofundada.

O entendimento é que, embora existissem suspeitas contra Flávio, os elementos reunidos até o momento eram frágeis para justificar uma medida dessa natureza.

A fonte também questiona o momento da decisão, tomada logo após as eleições e em um inquérito considerado ainda inicial.

A avaliação é que não havia elementos suficientemente robustos para justificar a restrição à liberdade de deslocamento do senador.

Um dos fundamentos apresentados para sustentar o risco de fuga foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que havia defendido publicamente a saída do irmão do Brasil caso perdesse a eleição.

Para a fonte ouvida pela CNN, a manifestação de Eduardo era juridicamente irrelevante para justificar a medida cautelar.

Na avaliação desse integrante da PGR, caso o Ministério Público tivesse sido ouvido, a manifestação provavelmente seria contrária à imposição das restrições naquele momento.

Apesar das críticas, o entendimento é que a ausência de consulta prévia ao Ministério Público não provoca, por si só, a nulidade da decisão.

Fuga pode mudar situação jurídica de Flávio

A avaliação na PGR é que a saída de Flávio do Brasil, após a determinação judicial que o proibia de deixar o país, altera a situação jurídica do senador e abre a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

A Polícia Federal investiga possíveis vínculos financeiros entre o senador e empresas ligadas ao advogado, incluindo estruturas empresariais no exterior. Flávio nega irregularidades e questiona a decisão de Moraes.


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