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porto velho, sábado 14 de março de 2026

PORTO VELHO - RO - A filiação do governador Marcos Rocha, até então no União Brasil, ao PSD do presidente nacional Gilberto Kassab movimentou o tabuleiro político em Rondônia e abriu espaço para a formação de uma chapa robusta visando as eleições de 2026. Nos bastidores, a leitura predominante é de que a mudança partidária não foi um gesto isolado, mas parte de um projeto eleitoral com foco direto no Senado.
Analistas políticos avaliam que Marcos Rocha deve disputar uma das duas vagas ao Senado, consolidando a estratégia do PSD de montar uma chapa competitiva e com nomes de peso. Para isso, o governador precisaria deixar o cargo até abril, respeitando o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral.
No cenário desenhado internamente, o PSD teria o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, como pré-candidato ao Governo do Estado. Jovem liderança com base consolidada por ora apenas em Cacoal, Fúria, empurrado por Expedito Júnior, ex-presidente da Sigla, vai encabeçar a disputa majoritária.
Para a composição ao Senado, a estratégia inclui a deputada federal Sílvia Cristina, atualmente no PP, como uma das candidatas. Com forte atuação na área da saúde e presença eleitoral consistente, ela surge como nome natural para integrar a chapa.
Assim, a possível formação do PSD em Rondônia para 2026 apontaria para Adailton Fúria ao governo, tendo como candidatos ao Senado Marcos Rocha e Sílvia Cristina, numa composição que reúne experiência administrativa, capital político e densidade eleitoral.
A articulação ainda depende de ajustes partidários e do cumprimento dos prazos legais, mas o movimento de Marcos Rocha para o PSD já é visto como o primeiro passo de uma estratégia maior, voltada à disputa de uma cadeira no Senado Federal.
Já para a Câmara Federal, o PSD recruta dois nomes de peso. Jesualdo Pires-PSB e Thiago Flores que vão a São Paulo nos próximos dias receber o abono do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.