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    porto velho, segunda-feira 9 de março de 2026

Câmara sofre corte de R$ 600 mil/mês e presidente detalha plano para evitar demissões

Segundo Gedeão Negreiros, a queda no repasse pode representar uma redução de cerca de seis milhões de reais até o final do ano...


Redação

Publicada em: 09/03/2026 14:58:42 - Atualizado

Foto - Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta segunda-feira (09), recebeu o presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Gedeão Negreiros, que falou sobre a redução no orçamento do Legislativo e as medidas adotadas para equilibrar as contas da Casa.

Durante a entrevista, o parlamentar explicou que a Câmara sofreu uma diminuição no repasse financeiro após uma determinação judicial que reduziu o percentual destinado ao Legislativo municipal. O repasse, que antes era de 5%, passou para 4,5%, provocando uma perda aproximada de 600 mil reais por mês no orçamento da instituição.

Segundo Gedeão Negreiros, a queda no repasse pode representar uma redução de cerca de seis milhões de reais até o final do ano. Diante do cenário, a presidência da Câmara iniciou um processo de contingenciamento para manter o funcionamento da Casa e evitar medidas mais drásticas.

Entre as ações adotadas estão cortes em contratos administrativos considerados não essenciais, redução de gastos com energia elétrica, revisão de contratos de serviços e diminuição do número de membros em comissões que recebem jetons. Também houve redução na verba indenizatória destinada às atividades parlamentares.

O presidente informou ainda que o auxílio alimentação dos servidores comissionados foi reduzido temporariamente de 500 para 100 reais, enquanto os servidores estatutários não tiveram o benefício afetado. A medida, segundo ele, faz parte de um conjunto de ajustes para manter a estabilidade financeira da instituição.

Durante a conversa no programa, Gideão Negreiros afirmou que a principal preocupação é preservar os empregos dos servidores da Câmara. “Estamos cortando na própria carne para que não seja necessário demitir ninguém”, declarou o presidente ao explicar as decisões adotadas pela gestão.

De acordo com ele, a equipe técnica da Câmara trabalha para alcançar uma economia mensal próxima de 800 mil reais, valor considerado necessário para compensar a perda de recursos e garantir que a instituição continue funcionando normalmente.

O parlamentar também comentou sobre o clima interno após a adoção das medidas. Ele reconheceu que as decisões geraram preocupação entre os servidores, mas destacou que as mudanças são temporárias e foram tomadas para evitar impactos mais severos no quadro de funcionários.

ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA AQUI:


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