• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quarta-feira 11 de março de 2026

Sem fiscalização do IPEM E PROCON preço dos combustíveis dispara em Porto Velho

A alta repentina reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização no setor. Consumidores a incerteza quanto à qualidade do combustível vendido...


Redação

Publicada em: 11/03/2026 09:27:56 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Motoristas de Porto Velho iniciaram a semana enfrentando mais um reajuste no preço dos combustíveis. Em diversos postos da capital, a gasolina comum, que há poucos dias era comercializada na faixa de R$ 7,00, passou a ser encontrada por até R$ 7,39, um aumento que pesa diretamente no bolso de quem depende do veículo para trabalhar e se locomover pela cidade.

A alta repentina reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização no setor. Consumidores relatam não apenas preocupação com o valor cobrado nas bombas, mas também incerteza quanto à qualidade do combustível vendido. Em meio a esse cenário, cresce a cobrança por uma atuação mais efetiva do Procon e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Porto Velho.

Os dois órgãos têm papel fundamental na proteção do consumidor. O Procon atua na defesa dos direitos do cidadão nas relações de consumo, enquanto o Ipem é responsável por verificar a regularidade das bombas e assegurar que o volume abastecido corresponda exatamente ao que é pago pelo motorista. No entanto, a percepção de muitos consumidores é de que a fiscalização nas ruas tem sido pouco visível.

Sem operações frequentes, coletas de amostras e aferições públicas nas bombas de combustível, aumenta a sensação de insegurança entre os motoristas. Muitos relatam dúvidas sobre o rendimento do combustível e suspeitas de possíveis irregularidades, situações que somente poderiam ser esclarecidas com uma presença mais ativa dos órgãos de controle.

O aumento do preço da gasolina, somado à ausência de fiscalização amplamente divulgada, cria um ambiente de desconfiança no mercado. Para especialistas em defesa do consumidor, a fiscalização constante é um fator essencial para garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar práticas abusivas.

Diante da disparada no valor do combustível em Porto Velho, consumidores esperam uma atuação mais firme e transparente dos órgãos responsáveis, garantindo não apenas preços justos, mas também a qualidade e a quantidade corretas do produto vendido nas bombas. Afinal, quando o preço sobe e a fiscalização não aparece, quem acaba pagando a conta é sempre o consumidor.


Fale conosco