A insegurança pública estará na ordem do dia da campanha presidencial
Por Valdemir Caldas
26/04/2026 11:00:35 - Atualizado
Ao lado da corrupção desenfreada que domina o Brasil, a insegurança pública certamente será um dos destaques da campanha presidencial que se aproxima. E, nesse quesito, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tem muito o que ensinar, principalmente ao presidente Lula, cujo governo não avançou um milímetro nessa área, considerada uma das mais sensíveis e a principal fonte de preocupação de expressiva parcela da população brasileira.
Afinal, é do governo federal, em parceria com os governos estaduais, a responsabilidade constitucional de proteger os cidadãos e zelar pela segurança deles, independentemente da sua condição social. Infelizmente, não se observa, na prática, uma preocupação efetiva do governo Lula e de governadores com a escalada da violência pelos quatro cantos do Brasil, um dos problemas mais graves do país, ao lado, repita-se, da corrupção.
Já faz algum tempo que pesquisas de opinião pública apontam para o crescimento descontrolado da violência, enquanto autoridades parecem estar com os olhos vendados para uma realidade que se tem traduzido em estatísticas alarmantes nas ocorrências policiais delegacias das grandes e médias cidades. Por conta disso, a impressão que se tem é que os responsáveis pela segurança da população insistem em tratar o assunto como algo que se pode ir empurrando com a barriga, esquecendo-se de que, a exemplo da saúde, da educação e da habitação, a segurança pública figura como preceito estabelecido na Constituição Federal, no capítulo dos Direitos Fundamentais.
Inadmissível, portanto, sob vários aspectos, o pouco caso com que dirigentes públicos tratam a vida das pessoas, que pagam seus polpudos salários, extraídos de impostos, taxas e contribuições. Não basta apenas falar nas causas do aumento da criminalidade. É preciso oferecer muito mais do que o discurso bravateiro, considerando as eventuais peculiaridades regionais, pois é isso que a sociedade espera e cobra daqueles a quem o povo confiou o direito de representá-lo.
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