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    porto velho, sábado 18 de abril de 2026

Justiça revoga prisão de influenciadora investigada por tortura em Porto Velho

Ao analisar o pedido, o magistrado reforçou que a prisão antes da condenação definitiva deve ser tratada como exceção, e não como regra...


Redação

Publicada em: 18/04/2026 10:06:27 - Atualizado

imagem - divulgação

PORTO VELHO - RO - A decisão da 1ª Vara Criminal de Porto Velho mudou o rumo de um dos casos mais comentados dos últimos meses em Porto Velho. A influenciadora Izabela Thais Paiva Macedo, conhecida como Iza Paiva, deixou a prisão nessa sexta-feira (17), após o Judiciário entender que não há mais fundamentos atuais que justifiquem a manutenção da medida.

A soltura ocorreu depois que a defesa apontou o encerramento da fase de instrução do processo — etapa em que são produzidas as provas — concluída em audiência realizada no início de abril. Com isso, caiu um dos principais pilares que sustentavam a prisão preventiva: o risco de interferência na apuração dos fatos.

Ao analisar o pedido, o magistrado reforçou que a prisão antes da condenação definitiva deve ser tratada como exceção, e não como regra. Na avaliação do juízo, não há elementos concretos que indiquem ameaça à ordem pública, risco de fuga ou possibilidade de prejuízo ao andamento do processo.

Pesaram ainda na decisão fatores como o fato de a investigada possuir endereço fixo, exercer atividade lícita e já ter cumprido período significativo em prisão provisória. Para o juiz, o cenário atual não justifica a continuidade da medida mais gravosa.

Apesar da liberdade concedida, Iza Paiva seguirá sob restrições. Entre as determinações impostas estão a proibição de deixar a comarca de Porto Velho sem autorização judicial e o impedimento de manter qualquer tipo de contato com as vítimas.

A ordem de soltura foi imediata, condicionada apenas à inexistência de outro motivo que justificasse a permanência no sistema prisional. O Ministério Público foi formalmente intimado, mas não chegou a se manifestar antes da decisão.

A influenciadora continua sendo investigada sob suspeita de ter ordenado a tortura de dois homens, apontados como responsáveis por um furto em sua residência. O processo segue em tramitação e ainda será analisado em seu mérito.


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