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    porto velho, sábado 25 de abril de 2026

Morte de bebê no HB após 47 dias internada é investigada por suspeita de negligência

Segundo a família, durante o período no hospital, houve ausência de itens essenciais, como sondas, curativos, máscaras e materiais de higiene...


Redação

Publicada em: 25/04/2026 11:58:42 - Atualizado

Stefany Dandara — Foto: Acervo Pessoal

PORTO VELHO, RO - A Polícia Civil abriu investigação para apurar a morte de uma bebê prematura após 47 dias de internação no Hospital de Base, em Porto Velho. O caso ganhou repercussão após os pais denunciarem falta de materiais básicos durante o tratamento e apontarem possível negligência.

A criança nasceu no dia 4 de março, com sete meses de gestação, e foi diagnosticada com uma infecção grave ainda no período gestacional. Após semanas de internação, o quadro evoluiu com complicações e terminou em óbito na última terça-feira.

Segundo a família, durante o período no hospital, houve ausência de itens essenciais, como sondas, curativos, máscaras e materiais de higiene. Diante da situação, os próprios pais afirmam ter comprado parte dos insumos necessários para garantir o atendimento da filha.

Pais de Stefany Dandara comemorando o primeiro mês dela — Foto: Acervo Pessoal

Relatos indicam que o uso de materiais inadequados pode ter contribuído para intercorrências, incluindo episódios em que a alimentação teria atingido o pulmão da bebê. Após uma melhora inicial, a criança voltou a apresentar infecção, desta vez associada ao ambiente hospitalar, o que agravou o quadro clínico.

O caso foi levado à Defensoria Pública, que já iniciou procedimento preliminar e solicitou informações à direção do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde. O órgão destaca que o direito à saúde é garantido por lei e deve ser assegurado integralmente aos pacientes do sistema público.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a bebê estava em estado extremamente grave desde a admissão e recebeu assistência intensiva contínua, com uso de todos os recursos disponíveis. Ainda segundo o órgão, a morte ocorreu em decorrência de falência múltipla de órgãos, condição considerada de alto risco em recém-nascidos prematuros.

A investigação deve analisar as circunstâncias do atendimento, as condições da unidade hospitalar e as denúncias feitas pela família para esclarecer se houve falhas no tratamento.


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