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    porto velho, sexta-feira 19 de junho de 2026

Equipe de Rogério tenta reconstruir imagem e reduzir força de adversários

A disputa segue aberta, mas os movimentos observados até agora indicam que a batalha pelo CPA será definida não apenas pela capacidade de conquistar novos eleitores...


Redação

Publicada em: 19/06/2026 09:43:09 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - A pré-campanha ao Governo de Rondônia tem revelado uma movimentação intensa nos bastidores dos principais grupos políticos. Entre os desafios enfrentados pelo senador Marcos Rogério (PL), um dos mais evidentes é a tentativa de desconstruir a imagem de político distante e excessivamente rígido que ficou associada ao seu nome durante disputas eleitorais anteriores.

Integrantes da pré-campanha avaliam que uma parcela do eleitorado ainda guarda a percepção de que o senador possui um perfil excessivamente duro, soberbo e pouco acessível. Por essa razão, a estratégia adotada nos últimos meses tem sido a de ampliar sua presença em eventos populares, aproximá-lo das lideranças municipais e reforçar uma imagem mais leve e receptiva junto ao eleitorado.

A preocupação tem explicação eleitoral. Embora apareça entre os nomes mais competitivos da corrida sucessória, Marcos Rogério enfrenta dificuldades em regiões consideradas decisivas para a definição do pleito.

A principal delas é Porto Velho. Na capital, o ex-prefeito Hildon Chaves (União Brasil) parte com vantagem natural por ter administrado o município durante oito anos e manter uma rede política consolidada e Rogério pouco dava 'as caras na cidade, concentrando suas emendas e atuação parlamentar em Ji-Paraná e região. O objetivo do grupo de Rogério, segundo consta, não seria necessariamente vencer a disputa na cidade, mas reduzir significativamente a diferença que Hildon pode construir no maior colégio eleitoral do estado.

Nesse contexto, um eventual apoio do prefeito Léo Moraes (Podemos) é visto como peça importante na estratégia. Embora ainda não exista definição pública sobre o posicionamento do chefe do Executivo municipal, aliados do senador avaliam que uma aproximação pode ajudar a diminuir a vantagem do ex-prefeito e equilibrar a disputa na capital.

O cálculo é simples. Porto Velho concentra mais de um quarto do eleitorado de Rondônia e uma derrota por margem elevada pode comprometer o desempenho estadual de qualquer candidato.

Outro desafio está localizado na Região do Café e na Zona da Mata, áreas onde o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), vem consolidando influência política. Nessas localidades, Fúria possui forte identificação com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, além de colher os resultados da projeção conquistada durante sua gestão municipal.

Nos bastidores, lideranças políticas reconhecem que o prefeito larga em vantagem em boa parte dos pequenos municípios do interior. Parte dessa força é atribuída à boa relação mantida com a estrutura governamental estadual e à influência política exercida pelo governador Marcos Rocha, que segue, mesmo experimentando desgaste de fim de governo, sendo uma das principais lideranças do estado.

O cenário faz com que a estratégia de Marcos Rogério esteja concentrada em duas frentes simultâneas: reduzir resistências pessoais construídas ao longo dos últimos anos e diminuir as vantagens eleitorais que seus principais adversários possuem em seus respectivos redutos.

Enquanto Hildon busca transformar Porto Velho em sua principal fortaleza eleitoral e Adailton Fúria trabalha para ampliar a liderança no interior, Marcos Rogério aposta na capilaridade do PL e na sua visibilidade nacional e estadual, para manter a competitividade.

A pouco mais de um ano da eleição, a disputa segue aberta, mas os movimentos observados até agora indicam que a batalha pelo Palácio Rio Madeira será definida não apenas pela capacidade de conquistar novos eleitores, mas também pela habilidade de reduzir a força dos adversários em seus territórios mais favoráveis e levar vantagem com isso.


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