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    porto velho, sexta-feira 1 de maio de 2026

Sem fiscalização do IPEM e PROCON preço dos combustíveis dispara em Porto Velho

A alta repentina reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização no setor. Consumidores a incerteza quanto à qualidade do combustível vendido...


Redação

Publicada em: 12/03/2026 16:45:36 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Motoristas de Porto Velho iniciaram a semana enfrentando mais um reajuste no preço dos combustíveis. Em diversos postos da capital, a gasolina comum, que há poucos dias era comercializada na faixa de R$ 7,00, passou a ser encontrada por até R$ 7,39, um aumento que pesa diretamente no bolso de quem depende do veículo para trabalhar e se locomover pela cidade.

A alta repentina reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização no setor. Consumidores relatam não apenas preocupação com o valor cobrado nas bombas, mas também incerteza quanto à qualidade do combustível vendido. Em meio a esse cenário, cresce a cobrança por uma atuação mais efetiva do Procon e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Porto Velho.

Os dois órgãos têm papel fundamental na proteção do consumidor. O Procon atua na defesa dos direitos do cidadão nas relações de consumo, enquanto o Ipem é responsável por verificar a regularidade das bombas e assegurar que o volume abastecido corresponda exatamente ao que é pago pelo motorista. No entanto, a percepção de muitos consumidores é de que a fiscalização nas ruas tem sido pouco visível.

Sem operações frequentes, coletas de amostras e aferições públicas nas bombas de combustível, aumenta a sensação de insegurança entre os motoristas. Muitos relatam dúvidas sobre o rendimento do combustível e suspeitas de possíveis irregularidades, situações que somente poderiam ser esclarecidas com uma presença mais ativa dos órgãos de controle.

O aumento do preço da gasolina, somado à ausência de fiscalização amplamente divulgada, cria um ambiente de desconfiança no mercado. Para especialistas em defesa do consumidor, a fiscalização constante é um fator essencial para garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar práticas abusivas.

Diante da disparada no valor do combustível em Porto Velho, consumidores esperam uma atuação mais firme e transparente dos órgãos responsáveis, garantindo não apenas preços justos, mas também a qualidade e a quantidade corretas do produto vendido nas bombas. Afinal, quando o preço sobe e a fiscalização não aparece, quem acaba pagando a conta é sempre o consumidor.

Direito de resposta

Ofício nº 255/2026/IPEM-ASCOM

À RONDO NOTÍCIAS

Nesta,

Assunto: Retratação referente à matéria publicada pelo Rondo Notícias.

Senhor,

O IPEM-RO esclarece competências legais e reafirma rigor na fiscalização de combustíveis em Rondônia.

Em atenção à matéria publicada, dia 11 de março de 2026, por este veículo sobre o aumento dos preços dos combustíveis na capital, o Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia - IPEM/RO, autarquia estadual e órgão delegado do INMETRO, vem a público esclarecer pontos fundamentais sobre sua atuação institucional e os limites de sua competência legal.

É imperativo informar à população que o IPEM-RO atua estritamente na área de Metrologia Legal, tendo como missão fundamental garantir que o consumidor receba exatamente a quantidade de produto pela qual está pagando, o que inclui a verificação técnica das bombas medidoras para assegurar que estejam devidamente aferidas, sem fraudes eletrônicas ou mecânicas — a conhecida “bomba baixa” — e com os devidos selos de verificação do INMETRO.

Por determinação legal, o IPEM-RO não possui atribuição para intervir nos preços praticados pelos estabelecimentos, não lhe cabendo o tabelamento ou a punição por valores elevados, desde que a medição volumétrica esteja correta.

Diferente do que sugeriu o título da reportagem anterior, o Instituto mantém um cronograma rigoroso de fiscalizações em Porto Velho e em todo o estado de Rondônia, tendo fiscalizado mais de 1.000 (mil) instrumentos nos últimos meses, resultando em autuações e interdições imediatas sempre que detectadas irregularidades, como a entrega de volume inferior ao pago ou a adulteração de modelos de bombas.

O IPEM-RO reforça seu compromisso com a proteção do cidadão e ressalta que atua de forma integrada em forças-tarefas com o PROCON, que é o órgão competente para analisar práticas de preços abusivos, e com a ANP, responsável pela qualidade do combustível e regulação do setor.

Caso o cidadão suspeite de qualquer erro na quantidade de combustível recebida, o Instituto orienta o contato imediato com sua Ouvidoria pelo Telefone e WhatsApp (69) 3212-8571 ou pelo e-mail ouvidor@ipem.ro.gov.br.

Atenciosamente,

DAMIANA A BARBOSA LIMA
Assessora - IPEM/RO.


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