Fundado em 11/10/2001
porto velho, segunda-feira 20 de abril de 2026

PORTO VELHO - RO - Motoristas de Porto Velho iniciaram a semana enfrentando mais um reajuste no preço dos combustíveis. Em diversos postos da capital, a gasolina comum, que há poucos dias era comercializada na faixa de R$ 7,00, passou a ser encontrada por até R$ 7,39, um aumento que pesa diretamente no bolso de quem depende do veículo para trabalhar e se locomover pela cidade.
A alta repentina reacendeu o debate sobre a falta de fiscalização no setor. Consumidores relatam não apenas preocupação com o valor cobrado nas bombas, mas também incerteza quanto à qualidade do combustível vendido. Em meio a esse cenário, cresce a cobrança por uma atuação mais efetiva do Procon e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Porto Velho.
Os dois órgãos têm papel fundamental na proteção do consumidor. O Procon atua na defesa dos direitos do cidadão nas relações de consumo, enquanto o Ipem é responsável por verificar a regularidade das bombas e assegurar que o volume abastecido corresponda exatamente ao que é pago pelo motorista. No entanto, a percepção de muitos consumidores é de que a fiscalização nas ruas tem sido pouco visível.
Sem operações frequentes, coletas de amostras e aferições públicas nas bombas de combustível, aumenta a sensação de insegurança entre os motoristas. Muitos relatam dúvidas sobre o rendimento do combustível e suspeitas de possíveis irregularidades, situações que somente poderiam ser esclarecidas com uma presença mais ativa dos órgãos de controle.
O aumento do preço da gasolina, somado à ausência de fiscalização amplamente divulgada, cria um ambiente de desconfiança no mercado. Para especialistas em defesa do consumidor, a fiscalização constante é um fator essencial para garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar práticas abusivas.
Diante da disparada no valor do combustível em Porto Velho, consumidores esperam uma atuação mais firme e transparente dos órgãos responsáveis, garantindo não apenas preços justos, mas também a qualidade e a quantidade corretas do produto vendido nas bombas. Afinal, quando o preço sobe e a fiscalização não aparece, quem acaba pagando a conta é sempre o consumidor.
Direito de resposta
Ofício nº 255/2026/IPEM-ASCOM
À RONDO NOTÍCIAS
Nesta,
Assunto: Retratação referente à matéria publicada pelo Rondo Notícias.
Senhor,
O IPEM-RO esclarece competências legais e reafirma rigor na fiscalização de combustíveis em Rondônia.
Em atenção à matéria publicada, dia 11 de março de 2026, por este veículo sobre o aumento dos preços dos combustíveis na capital, o Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia - IPEM/RO, autarquia estadual e órgão delegado do INMETRO, vem a público esclarecer pontos fundamentais sobre sua atuação institucional e os limites de sua competência legal.
É imperativo informar à população que o IPEM-RO atua estritamente na área de Metrologia Legal, tendo como missão fundamental garantir que o consumidor receba exatamente a quantidade de produto pela qual está pagando, o que inclui a verificação técnica das bombas medidoras para assegurar que estejam devidamente aferidas, sem fraudes eletrônicas ou mecânicas — a conhecida “bomba baixa” — e com os devidos selos de verificação do INMETRO.
Por determinação legal, o IPEM-RO não possui atribuição para intervir nos preços praticados pelos estabelecimentos, não lhe cabendo o tabelamento ou a punição por valores elevados, desde que a medição volumétrica esteja correta.
Diferente do que sugeriu o título da reportagem anterior, o Instituto mantém um cronograma rigoroso de fiscalizações em Porto Velho e em todo o estado de Rondônia, tendo fiscalizado mais de 1.000 (mil) instrumentos nos últimos meses, resultando em autuações e interdições imediatas sempre que detectadas irregularidades, como a entrega de volume inferior ao pago ou a adulteração de modelos de bombas.
O IPEM-RO reforça seu compromisso com a proteção do cidadão e ressalta que atua de forma integrada em forças-tarefas com o PROCON, que é o órgão competente para analisar práticas de preços abusivos, e com a ANP, responsável pela qualidade do combustível e regulação do setor.
Caso o cidadão suspeite de qualquer erro na quantidade de combustível recebida, o Instituto orienta o contato imediato com sua Ouvidoria pelo Telefone e WhatsApp (69) 3212-8571 ou pelo e-mail ouvidor@ipem.ro.gov.br.
Atenciosamente,
DAMIANA A BARBOSA LIMA
Assessora - IPEM/RO.