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    porto velho, sábado 18 de abril de 2026

Coluna da hora ou do ataque a importância ética do jornalismo - por Miro Costa

O leitor espera análise, apuração, dados concretos e pluralidade de pontos de vista. Quando o conteúdo se resume a ataques, insinuações e provocações, o que se constrói...


Miro Costa

Publicada em: 18/04/2026 10:38:43 - Atualizado

Coluna da hora ou do ataque a importância ética do jornalismo

Miro Costa

O jornalismo é, acima de tudo, um compromisso com a verdade, com a responsabilidade e com o interesse público. Não se trata de um espaço para disputas pessoais, muito menos para alimentar ressentimentos ou promover ataques contínuos a figuras públicas sem o devido equilíbrio e fundamentação.

Nos últimos tempos, chama atenção o tom adotado pela chamada “Coluna da Hora”, que tem se destacado não pela qualidade da informação, mas pela insistência em direcionar críticas repetitivas ao prefeito e sua equipe.

A crítica é legítima e necessária dentro de uma democracia.

No entanto, quando ela perde o caráter informativo e passa a ser movida por motivações pessoais, o jornalismo deixa de cumprir sua função e passa a comprometer sua própria credibilidade.

É fundamental separar opinião de ressentimento.

O leitor espera análise, apuração, dados concretos e pluralidade de pontos de vista. Quando o conteúdo se resume a ataques, insinuações e provocações, o que se constrói não é debate, mas desgaste tanto para quem escreve quanto para quem lê.

O profissional de imprensa precisa ter maturidade para lidar com mudanças, inclusive políticas. Exonerações, trocas de gestão e divergências fazem parte do ambiente público.

Transformar essas situações em combustível para críticas constantes enfraquece a imagem do próprio jornalista e levanta questionamentos sobre sua imparcialidade.

Mais do que nunca, é necessário resgatar a ética no exercício do jornalismo. Criticar, sim mas com responsabilidade, embasamento e respeito. O leitor sabe diferenciar quando há interesse público e quando há interesse pessoal.

No fim das contas, o jornalismo não é palanque. É serviço.

E quem se afasta desse princípio corre o risco de perder aquilo que tem de mais valioso: a confiança do público.

O autor é jornalista.


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