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    porto velho, sábado 18 de abril de 2026

Judicialização precoce de Rogério pode influenciar negativamente a percepção do eleitor

No plano jurídico, as medidas encontram amparo legal. No plano político, porém, passam a ser observadas por um eleitorado mais vigilante...


Redação

Publicada em: 18/04/2026 11:15:26 - Atualizado

imagem - montagem rondonoticias/ia

PORTO VELHO (RO) — O eleitor rondoniense, sobretudo nos centros urbanos, já não acompanha a política apenas pelo discurso. Com maior presença de jovens no ensino superior e acesso ampliado à informação, consolida-se um público mais atento às estratégias dos pré-candidatos — inclusive às movimentações jurídicas nos bastidores.

Esse perfil, mais crítico e conectado, observa a judicialização da pré-campanha com lupa: ora como instrumento legítimo, ora como tentativa de antecipar, nos tribunais, uma disputa que ainda não chegou às urnas.

É nesse contexto que a corrida ao Governo de Rondônia em 2026 começa a ganhar novos contornos. A pré-campanha já transborda do campo político para o jurídico-eleitoral, com potencial de influenciar a narrativa da disputa.

Nesse diapasão, o primeiro movimento parte do grupo do senador Marcos Rogério (PL), que ingressou com duas representações no Tribunal Regional Eleitoral contra adversários diretos: Adaílton Fúria-PSD e Hildon Chaves, sob alegação de propaganda eleitoral antecipada.

No caso de Fúria, a ação questiona um vídeo com jingle associado ao pré-candidato. A justiça, em decisão liminar, determinou a retirada do conteúdo e a identificação dos responsáveis. Já em relação a Hildon Chaves-UB, o argumento é de que declarações em redes sociais teriam ultrapassado os limites legais, ainda que sem pedido explícito de voto.

No plano jurídico, as medidas encontram amparo legal. No plano político, porém, passam a ser observadas por um eleitorado mais vigilante. Avaliações de bastidores indicam que, a depender da leitura pública, a estratégia poderá — em caráter hipotético — ser interpretada como tentativa de deslocar o embate para o “tapetão”, antes do confronto direto pelo voto e isso é mal.

Se essa percepção se consolidar, não se descarta um possível desgaste à précandidatura de Marcos Rogério ainda no nascedouro. Por ora, o que se desenha é uma disputa que já começa nos tribunais — sob o olhar atento de um eleitor que avalia não apenas o discurso, mas também os meios utilizados na corrida eleitoral e ele próprio quer decidir o pleito, e não a justiça.


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