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porto velho, sexta-feira 8 de maio de 2026

PORTO VELHO - RO – O que começou como uma confraternização familiar terminou em uma das cenas mais violentas registradas em Itapuã do Oeste nos últimos anos. Quase dois anos após o crime, a Justiça condenou José Alves de Barros a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte do próprio genro, Francisco Soares Alves.
A decisão foi tomada pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho, que reconheceu que o assassinato ocorreu de forma cruel e sem chances de defesa para a vítima.
De acordo com o processo, o crime aconteceu na noite de 16 de junho de 2024, em uma residência localizada às margens da BR-364, no km 93, durante a comemoração do aniversário do acusado.
As investigações apontam que o ambiente era de aparente tranquilidade até que uma conversa entre sogro e genro saiu do controle. Irritado com uma declaração feita por Francisco, José Alves deixou o local da festa, entrou em um quarto da casa e retornou armado com um rifle.
A vítima foi atingida por um disparo e, mesmo ferida, ainda sofreu várias agressões com coronhadas na cabeça. A violência do ataque foi considerada determinante para o reconhecimento da qualificadora de meio cruel pelos jurados.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença afastou a acusação de ocultação de cadáver. A denúncia sustentava que o réu teria arrastado o corpo da vítima até um rio após o homicídio, utilizando uma corda presa ao pescoço, mas os jurados entenderam que não havia elementos suficientes para condenação nesse ponto.
Com a sentença, José Alves de Barros deverá cumprir pena inicialmente em regime fechado. O caso provocou forte repercussão na região pela brutalidade do crime e pelo fato de a violência ter ocorrido dentro do próprio ambiente familiar, durante uma celebração que terminou marcada por sangue e morte.