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    porto velho, quinta-feira 14 de maio de 2026

“Há 13 anos o hospital de Guajará-Mirim era uma novela”, diz ex-secretário da saúde

Segundo o ex-secretário, Rondônia registrou crescimento histórico nas cirurgias eletivas após a implantação do programa 'Compartilhando Saúde'...


Redação

Publicada em: 14/05/2026 14:25:23 - Atualizado

Foto: Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta quinta-feira (14/05) recebeu o ex-secretário de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU), Coronel Jefferson, para uma entrevista marcada por avaliações sobre os desafios da saúde pública, investimentos realizados durante sua gestão e respostas às críticas direcionadas ao sistema estadual.

Durante a participação, Coronel Jefferson afirmou que a saúde pública enfrenta dificuldades em todo o país, mas destacou que Rondônia avançou em áreas consideradas estratégicas, principalmente na oncologia, cirurgias eletivas, descentralização de atendimentos e reestruturação hospitalar.

Ao comentar as constantes críticas sobre a situação da saúde estadual, o ex-secretário afirmou que muitos problemas históricos começaram a ser enfrentados nos últimos anos. Segundo ele, a rede de atendimento ao câncer passou por mudanças importantes e atualmente consegue oferecer respostas mais rápidas aos pacientes.

“Hoje a nossa rede de oncologia do Estado de Rondônia está em 60 dias. A pessoa já começou e muitas vezes já está finalizando o tratamento”, afirmou.

Coronel Jefferson citou como exemplo um policial militar do Acre que buscou atendimento em Rondônia após enfrentar dificuldades para iniciar tratamento em outro estado.

“Ele entrou numa unidade básica de saúde aqui no Estado e já começou o tratamento de radioterapia e quimioterapia. Isso mostra que nós conseguimos montar uma rede que dá resolutividade para o paciente”, declarou.

Foto: Rondonoticias

O ex-secretário também ressaltou que a saúde pública brasileira sofre com subfinanciamento e afirmou que estados e municípios acabam assumindo despesas acima do mínimo constitucional para tentar manter os serviços funcionando.

Segundo ele, Rondônia ampliou investimentos acima do percentual obrigatório e promoveu melhorias em unidades consideradas problemáticas há vários anos. Entre os exemplos citados estão as reformas no Hospital de Base, a conclusão do hospital de Guajará-Mirim e a ampliação da estrutura obstétrica da capital.

“Nós conseguimos colocar mais 56 leitos modernos e dois centros cirúrgicos voltados para as mamães. Muitas obras estavam paradas há mais de dez anos”, disse.

Ao abordar a situação do hospital de Guajará-Mirim, Jefferson afirmou que a unidade se tornou referência regional após anos de paralisação. “Era uma novela. Hoje atende brasileiros e bolivianos e virou referência naquela região”, destacou.

Outro ponto enfatizado foi a descentralização dos serviços de saúde para cidades do interior, especialmente em procedimentos ortopédicos, pediátricos e cardíacos, antes concentrados apenas em Porto Velho.

Segundo o ex-secretário, Rondônia registrou crescimento histórico nas cirurgias eletivas após a implantação do programa 'Compartilhando Saúde', criado para ampliar atendimentos em parceria com unidades privadas. “Em 2024, Rondônia ficou em primeiro lugar no Ministério da Saúde em aumento de procedimentos cirúrgicos. Fizemos 47% de cirurgias a mais que no ano anterior”, afirmou.

Durante a entrevista, Coronel Jefferson também comentou sobre a regulação, considerada por muitos pacientes um dos maiores gargalos do sistema de saúde. Ele explicou que o processo depende diretamente da disponibilidade de vagas e da rotatividade de pacientes nas unidades hospitalares.

“A regulação é um dos pilares do SUS. É ela que coloca o paciente certo no lugar correto para realizar o procedimento. O problema é que muitas vezes o serviço trava e isso acaba impactando a fila”, explicou.

Mesmo reconhecendo que a saúde pública enfrenta dificuldades diárias, o ex-secretário defendeu que houve avanços importantes durante sua passagem pela SESAU e afirmou que os resultados podem ser percebidos por quem acompanha a evolução da rede estadual nos últimos anos.

“Saúde pública sempre terá problemas, mas nós evoluímos muito. Quem conhece o sistema sabe que houve avanços reais em várias áreas”, concluiu.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI:


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