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porto velho, quinta-feira 25 de junho de 2026

PORTO VELHO (RO) – A pré-campanha do senador Marcos Rogério (PL) entrou em uma nova etapa. Se antes o foco era consolidar sua condição de pré-candidato ao Governo de Rondônia, agora a missão parece ser outra: convencer o eleitor de que experiência e firmeza também podem vir acompanhadas de simpatia.
Nos bastidores, aliados trabalham para apresentar um Marcos Rogério mais acessível, mais presente nas ruas e menos identificado com a imagem de político excessivamente formal e soberbo, que parte do eleitorado associou ao senador nas disputas anteriores.
A avaliação dentro do próprio grupo é que currículo, conhecimento administrativo e capacidade de argumentação continuam sendo ativos importantes. Mas reconhece-se que, no ambiente político atual, isso já não basta. O eleitor quer proximidade, espontaneidade e a sensação de que o candidato conversa com as pessoas — e não apenas acena para elas em público.
Nesse contexto, Porto Velho passou a ocupar posição central na estratégia eleitoral. Maior colégio eleitoral do Estado, a capital, há quatro meses do pleito, tornou-se palco de uma agenda intensa do senador ao lado do prefeito Léo Moraes (Podemos), em eventos públicos, visitas institucionais e encontros com diferentes segmentos da sociedade.
A movimentação é vista por analistas como uma tentativa de aproximar Marcos Rogério de características frequentemente atribuídas ao prefeito: presença constante nas ruas, linguagem mais simples e facilidade de interação com o eleitor.
A campanha parece ter compreendido que, na política moderna, não basta parecer preparado; é preciso também parecer próximo. Afinal, o eleitor costuma apertar a mão de quem lhe transmite confiança, não apenas de quem demonstra nos embates, segurança nas próprias convicções.
Por isso, o esforço agora é suavizar uma imagem que, para parte do eleitorado, ficou marcada por um estilo excessivamente rígido e autoconfiante, olhando de cima para baixo. A ideia é substituir a impressão de distanciamento por uma comunicação mais acolhedora e espontânea.
Nesse processo, Léo Moraes surge como um aliado estratégico. Além da força política na capital, o prefeito representa um modelo de comunicação que a equipe do senador observa com atenção e pretende copiar. Se antes a preocupação era construir um candidato competitivo, agora o desafio parece ser construir um candidato que desperte identificação e sinta realmente cheiro de povo.
No fim das contas, a campanha parece ter chegado a uma conclusão simples: em eleição majoritária, currículo abre portas, mas empatia costuma convidar o eleitor a entrar. E, ao que tudo indica, o manual da nova fase recomenda trocar a solenidade por alguns sorrisos a mais — porque, em política, até a firmeza demais, às vezes, precisa aprender a cumprimentar antes de convencer.