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    porto velho, quinta-feira 30 de julho de 2026

Jaime Bagattoli, um senador de mandato discreto e baixa influência eleitoral

Passados quase quatro anos, analistas e lideranças partidárias observam que Bagattoli não conseguiu converter a visibilidade institucional do Senado em protagonismo político...


Redação

Publicada em: 30/07/2026 10:31:30 - Atualizado

imagem - divulgação

PORTO VELHO - RO - Mesmo ocupando uma cadeira no Senado da República e integrando o principal partido da direita em Rondônia, o senador Jaime Bagattoli (PL) ainda convive com uma avaliação recorrente nos bastidores da política estadual: a de que seu peso eleitoral permanece inferior ao cargo que ocupa.

Passados quase quatro anos de mandato, analistas e lideranças partidárias observam que Bagattoli não conseguiu converter a visibilidade institucional do Senado em protagonismo político. Seu nome aparece pouco nos grandes debates estaduais e sua capacidade de influenciar a formação de alianças ou impulsionar candidaturas ainda é vista como limitada.

Na capital, Porto Velho, onde está concentrada uma parcela expressiva do eleitorado rondoniense, interlocutores políticos afirmam que o senador continua sendo pouco conhecido pelo eleitor médio. Embora tenha atuação parlamentar em Brasília e mantenha presença em agendas no interior do Estado, essa atividade ainda não se traduziu em maior identificação popular na maior cidade de Rondônia.

Nos bastidores, a comparação com outras lideranças do próprio PL é inevitável. O senador Marcos Rogério, por exemplo, consolidou uma presença frequente no debate público e assumiu o protagonismo da disputa pelo Governo do Estado. Já o prefeito Léo Moraes tornou-se uma das principais vitrines políticas da legenda. Fernando Máximo, candidato ao Senado, também ocupa espaço constante na agenda política e nas redes sociais.

Nesse cenário, Bagattoli acaba desempenhando um papel mais discreto, distante do protagonismo esperado de um senador da República. Integrantes do meio político avaliam que sua postura reservada, aliada a um perfil de cultura mediana e pouco afeito à exposição pública, dificulta a construção de uma liderança capaz de mobilizar grandes contingentes de eleitores ou transferir votos a aliados.

Essa percepção também se reflete nas articulações eleitorais. Apesar de participar de eventos partidários e declarar apoio aos candidatos do PL, há quem considere que sua presença agrega mais simbolicamente do que eleitoralmente. Em outras palavras, Bagattoli estaria longe de ser um "puxador de votos" capaz de alterar os rumos de uma campanha.

O desafio do senador é justamente transformar um mandato de oito anos em patrimônio político duradouro. O cargo de senador oferece ampla visibilidade institucional, mas essa exposição, por si só, não garante liderança eleitoral. Em Rondônia, onde a política é fortemente marcada pelo contato direto com o eleitor e pela presença constante nos municípios, o carisma e a capacidade de comunicação costumam pesar tanto quanto o currículo.

Ainda há tempo para Bagattoli ampliar sua influência até o fim do mandato. Entretanto, a avaliação predominante nos bastidores é que, se quiser ocupar posição de maior relevância na política estadual, o senador precisará deixar a discrição em segundo plano e construir uma presença pública mais intensa, especialmente em Porto Velho, onde continua enfrentando dificuldades para consolidar seu capital político.


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